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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

EU ANDO PELO MUNDO, DIVERTINDO GENTE, FALANDO AOS 4 CANTOS!


Nasci, aprendi, cresci e me fiz sonhando e explorando o mundo em que vivo e do qual sou influencia e influenciadora, educanda e educadora, mas, especialmente, exploradora do tudo que dorme nas profundezas do meu mar interior...







Na manhã de hoje, eu acordei abrindo a janela e querendo me expor para o astro rei. Mas..., meu filho me pediu para levá-lo para a faculdade no Rio Vermelho. Ele quer ir dirigindo para nos convencer de que está preparado para enfrentar o caos do trânsito soteropolitano. De casa até a entrada do Imbuí, já tinha encontrado 2 ideias de textos, apenas ao observar o que encontrava pelo caminho, enquanto ele conduzia o nosso carrinho. Eu  lamentava não estar com a minha máquina fotográfica para registrar esses lances:

- as caras carrancudas e com sono dos que se dirigiam ao trabalho e o pensamento de que aqueles que andavam pela orla talvez só exercitassem o corpo e não contemplassem a beleza do dia;

- o fato da placa com o nome Bom Preço da rede Walmart em Armação já ter sido sábia e completamente apagada pelo mesmo divino sol...tomando um pouco dos raios solares e desvendando que os bons preços são uma mentira descarada;

- a constatação do desrespeito no trânsito, no qual as pessoas vão enfiando os carros por todas as brecha entre os dois carros á sua direita, esquerda  ou buzinando atrás de você, especialmente se estão em um carrão potente ou no volante de um ônibus lotado... Pedi ao meu filho que perdoassem os últimos, apenas imaginando que esses motoristas trabalham o tempo todo nesse ambiente e que estão carregando gente igualmente estressada e humilhada pela falta de um transporte digno. - Tem limite pra perdão, mãe! disse ele. Mas fazer um exercício nesse sentido, sempre faz bem, meu filho, retruquei;

- no retorno, vim por um caminho diferente, tentei pegar o mar o mais cedo possível e entrei no Costa Azul. Pensei em encontrar a Biblioteca Talles de Azevedo aberta e tomar o livro Ana Terra emprestado, porque o perdi em Aracaju nesse Carnaval e Érico Veríssimo já me havia prendido em sua narrativa no primeiro parágrafo. A biblioteca estava fechada porque era cedo demais...

- voltei procurando um cara que conheci outro dia e me mostrou sua barraca de água de coco em Jaguaribe, mas não havia ninguém vendendo água de coco naquela hora entre a 3a. Ponte e Itapuã;

- sob o pretexto de comprar umas coisas na delicatesse do Posto BR da orla, eu estacionei o carro para ir à praia fazer alguns exercícios e contemplar o mar sob o sol, isso não sem antes dar uma olhadela na manchete do Jornal A Tarde, que pelo que sei foi comprado pelo Correio da Bahia - portanto não há diversidade na mídia escrita nessa cidade da Bahia, que continua a mesma como Gregório de Mattos Guerra já dizia...

- fiz uma pequena série de exercícios de yoga mesmo usando um curto vestido de frente para o mar, mas voltada para a parede...Mesmo assim, alguns passantes de carro estranhavam e buzinavam e os frentistas comentavam olhando para mim. Fui até um deles e pedi que enchesse o ar dos pneus do meu carro pq eu estava de vestido e não ficaria bem me abaixar. Ele o fez e eu retribui a gentileza com um suco de maracujá e uma barra de cereais,  levados para o meu filho que os rejeitou.



Eu tive um início de manhã rico em experiências fruto de contatos humanos enriquecedores para mim e, imagino, que também o tenham sido para as pessoas com as quais me comuniquei por gestos ou palavras .




No final da manhã, depois de fazer fisioterapia para o pé quebrado, eu fui até a setor Financeiro da Unifacs para solicitar o desconto que é concedido até o dia 30 e foi antecipado, sem aviso, para o dia 28, portanto, fazendo com que o perdêssemos. Ao sair de lá, depois de 23 pessoas atendidas na minha frente, encontrei dois jovens que estavam cavando em um canteiro totalmente abandonado (que poderia muito bem ser adotado pela Universidade particular como uma pequenina contribuição social ao lugar em que está inserido alguns setores dela). Os jovens estavam fazendo mudas da planta nim e me falaram das suas propriedades. Eu lhes pedi uma muda, eles me deram com muito carinho e eu retribui com um poesia... Daniel foi aquele que me segredou que fazia poesias... Eu pedi que as enviasse para o meu face e eis aqui uma delas:


 DE DANIEL PARA NIM
(poema de apresentação e pedido de amizade no Facebook)
                  Daniel Lopes Siqueira

olá vera! cuide bem do nim para mim! tenho mania de viver assim rimando o não com o sim!

Olá, Daniel! fique tranquilo
eu o plantei assim que cheguei
sem demora ou hesitação
reguei a muda do nim.
Quero que ela cresça
tim tim por tim tim
rumo a um sol sem fim. 


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