Follow by Email

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

PRIMAVERA No. 01



PRIMAVERA*

Houve um tempo em que o vento soprava forte
E eu virava as costas ao vento
Houve um tempo em que as portas se fechavam
E eu espiava através das janelas
Hoje é preciso, mais que nunca,
Dizer a ela e a mim mesmo que a amo
Ela que é do tipo que quando você abraça
Sente uma saudade enorme;
Ela é do tipo que quando você gosta
Te deixa ou morre;
A última pedra antes da cachoeira

Com ela se aprende rapidamente
Que aqui fora é diferente,
Que preto também é gente...
E eu, que vivia do rock americano
Com ela aprendi a gostar de Caetano
Mas, às vezes, apesar de todas as dores,
Sei que um dia tudo há de ser flores
E eu vou poder dizer
Vera, Vera, prima Vera
Primavera dentro de mim...
 

* A gente mostra o poema, mas esconde o poeta. Especialmente esse que é do tempo em que eu era jovem, despertava dores e amores, ambos arrebatadores!

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

DIA "D" DE DRUMMOND!




Hoje é dia de aniversário de Carlos Drummond de Andrade e a Livraria Cultura do Salvador Shopping vai promover algumas atividades em homenagem ao poeta. Às 19h, haverá um Sarau do qual eu vou participar com alguns dos colegas do grupo Di-Versos: arte poética singular. Divulgue e apareça. Coloque mais poesia em sua vida. Vamos fazer da língua algo mais prazeroso e útil:


AULA DE PORTUGUÊS
                      C. D. de Andrade

A linguagem
na ponta da língua,
tão fácil de falar
e de entender.

A linguagem
na superfície estrelada de letras,
sabe lá o que ela quer dizer?

Professor Carlos Góis, ele é quem sabe,
e vai desmatando
o amazonas de minha ignorância.
Figuras de gramática, esquipáticas,
atropelam-me, aturdem-me, seqüestram-me.

Já esqueci a língua em que comia,
em que pedia para ir lá fora,
em que levava e dava pontapé,
a língua, breve língua entrecortada
do namoro com a prima.

O português são dois; o outro, mistério.

domingo, 21 de outubro de 2012

A educação que dou e meus filhos não recebem!

    Tive dois filhos planejados e como toda mãe responsável, a educação, formal ou informal, deles sempre foi a minha preocupação primordial. Como professora, sabia que vários aspectos deveriam ser considerados na avaliação e escolha de suas escolas, portanto fiz diversas visitas observando vários deles como proposta pedagógica, salários, condições de trabalho, programa de qualificação e valorização dos professores, existência de biblioteca, e espaço para atividades culturais e físicas, valor da mensalidade, número de alunos por sala de aula, qualidade da comunicação entre escola e pais, qualidades dos alimentos vendidos na cantina, disciplina etc. Na maioria desses quesitos elas diferem muito pouco: os professores não são valorizados como deveriam, não há programa regular de capacitação e incentivo à sua constante qualificação, recebem salários incompatíveis e muito abaixo das suas responsabilidades, as cantinas vendem  alimento pouco saudáveis, as mensalidades são exorbitantes. Todas essas questões se agravam já no 2o. ciclo do Ensino Fundamental, mas no primeira é possível fazer algumas escolhas. Assim, a primeira delas feita foi pela Arco-Iris, no Acupe de Brotas, escola pequena que tinha animais porém não possuía cantina. Para que meu filho não tivesse que passar por um vestibular logo na infância, optei por matriculá-lo em uma escola que tivesse as 4 séries inicias. Aí começou um calvário que fez com que meu filho mudasse da Girassol para o Crear, a Via Magia e a Escola Nova Nossa Infância, sucessivamente. O Crear representou um oásis entre a Girassol e a Via Magia que se mostrou a pior delas porque tem a proposta mais avançada, um diretor muito preparado e a proposta mais avançada, mas cuja efetivação não se dá na prática para grande parte dos seus alunos. É uma escola que se diz centrada na aprendizagem do aluno, porém tem notas vermelhas, não dá um acompanhamento processual do desenvolvimento do aluno e, ao contrário, propôe logo no 1o ano, uma recuperação convencional e ineficiente como solução para os problemas não resolvidos quando o aluno apresenta dificuldades de aprendizagem! A Via Magia foi tão caótica na vida escolar do meu filho que ele, depois de ter saído de uma nota 5 para uma nota 9 em Matemática, depois de algumas aulas propostas e pagas à sua professora, lhe entregou, durante a festa de Natal, um boletim em que ele era colocado em recuperação de Ciências. O trauma provocado foi tão grande que ele saiu da prova, em que foi aprovado, com febre e vomitando, acometido por uma meningite. A última das escolas nesse ciclo foi a ENNI, uma excelente escola que, infelizmente, não pôde fazer muito por eles, já substancialmente afetados em suas auto-estimas e motivações para aprender.

     No ciclo seguinte e no Ensino Médio, o aspecto empresarial e comercial da maioria das escolas é ainda mais preponderante em detrimento de seus aspectos educacionais e humanistas. Descobri isso logo que comecei a minha pesquisa visitando as escolas Cândido Portinari, Oficina, Mater Day, a escola do Prof. Alceu e o Marista.  O mais grave de tudo isso foi constatar que a educação que eu dava a alunos da rede pública federal era muito melhor do que aquela que meus filhos recebiam estudando em escolas que custavam 50% do meu salário de professora. Decidi então pela última pelo discurso de uma das coordenadoras, o espaço físico e a proximidade de nossa casa. Devo admitir, por final, que embora com baixas expectativas essa escola ainda consegue frustrar o pouco que me resta e os meus filhos continuam nela pelo reconhecimento que tenho pela empenho individual e boa qualidade dos seus professores e por reconhecer pasmada que a educação particular no Brasil dia a dia se transforma em mais  uma mercadoria vendida cara e sem controle governamental
.


quarta-feira, 10 de outubro de 2012

QUINTANEANDO


QUINTANEANDO
                        Daiane de Oliveira

Ando precisando de Quintanas
Pois a existência exige muito de mim
Alma delicada que sofre por si, e pelo mundo
De Manoel de Barros, e delicadezas afins

Inquieta, penso na vastidão do universo
Indignada, sofro com o abandona nas esquinas
Impotente, assisto abusos e chacinas
Cética, lamento a história em seu déjà vu

Como não cindir, diante de tudo isso?
Como não sucumbir à existência vazia?
-Quintanas, Manoel de Barros, Cecílias,
Clarices e tudo o mais que é poesia.




FONTE: http://www.facebook.com/dadaioliveira



quarta-feira, 3 de outubro de 2012

1o. Recital do Espaço Cultural Nise da Silveira


Na noite de ontem foi inaugurado oficialmente, no Icep Nise da Silveira localizado no bairro do Rio Vermelho, o Espaço Cultural Nise da Silveira que pretende ser um local de diálogo entre estudiosos das diversas áreas do conhecimento.  Como preconizava a médica que o inspirou e dá nome, trata-se de um espaço de convivência, estudo e pesquisa que visa contribuir para a saúde dos cidadãos em geral e para as pessoas em estado de sofrimento mental de um modo particular. A abertura se iniciou com a exposição fotográfica de título "mulher (es)" de autoria de Paulo Coqueiro na qual 15 mulheres foram retratadas em dois momentos (antes e depois de um trabalho sobre autoimagem  e bem estar emocional), seguida por  uma mesa redonda tendo Cidadania como tema com a participação da psiquiatra Denise Stefan , da advogada Ana Paula e o engenheiro Osvaldo Campos. Logo depois, houve um coquetel com arte no qual Vera Passos apresentou um pequeno recital com poemas* de mulheres brasileiras da atualidade e a contadora de histórias, Zidi Brandão, realizou o seu solo. O auditório estava repleto e o evento cumpriu o objetivo de comemorar os 15 anos de atividades do Instituto de Convivência, Estudo e Pesquisa Nise da Silveira.

A grosso modo podemos dizer que as poesias versam sobre: o mistério da mulher, a mulher e seus problemas, a mulher em transformação buscando a própria identidade, a mulher que se aceita e acolhe, a realização da mulher em todas as fases de sua vida e um registro das mulheres que habitam cada mulher.

Os poemas foram transcritos abaixo:

A ESFINGE
Myriam Fraga

Revesti-me de mistério
Por ser frágil,
Pois bem sei que decifrar-me
É destruir-me.

No fundo, não me importa
O enigma que proponho.

Por ser mulher e pássaro
E leoa,
Tendo forjado em aço
As minhas garras,
É que se espantam
E se apavoram.

Não me exalto
Sei que virá o dia das respostas
E profetizo-me clara e desarmada.

E por saber que a morte
É a última chave,
Adivinho-me nas vítimas que estraçalho.

Fonte: FRAGA, Myriam Poesia Reunida Salvador, Academia de Letras da Bahia, 2008


CONSELHO
Karina Rabinovitz

não adianta, moça,
ficar assim tão cabisbaixa,
cultivar pensamentos tão esquisitos,

cada hora uma dor
e uma culpa e um medo;
a vida são mesmo esses conflitos.
deixe o ego e o drama de lado,
não estacione nas caretas.
o mundo é dos elefantes
e das borboletas.

Fonte: RABINOVITZ, Karina  Livro do Quase Invisível. Salvador, Cartas Baiana – P55 Edições, 2010

AULA DE DESENHO
Maria Esther Maciel

Estou lá onde me invento e me faço:
De giz é meu traço. De aço, o papel.
Esboço uma face a régua e compasso:
É falsa. Desfaço o que fiz. 
Retraço o retrato. Evoco o abstrato
Faço da sombra minha raiz.
Farta de mim, afasto-me
e constato: na arte ou na vida, 
em carne, osso, lápis ou giz
onde estou não é sempre
e o que sou é por um triz.

Fonte: MACIEL, Maria Esther , Triz Minas Gerais


ADOÇÃO
Elisa Lucinda

Não sei se te contei
mas há algum tempo sou minha
me adquiri num mercado
onde o escambo era da posse pela liberdade
me obtive numa dessas voltas da morte
me acolhi num desses retornos do inferno.
Dei banho, abrigo, roupas, amor enfim.
Adotei o meu mim
Como quem se demarca e crava em si o mastro de terra à vista
A cheiro, a tato, a paladar e ouvido.

Não sei se te contei
me recebi à porta da minha casa
Abracei, mandei sentar
Abracei eu mesma, destranquei a porta
que é preu sempre poder voltar.
Dei apenas o céu à sua legítima gaivota
Somos a sociedade
e ao mesmo tempo a cota

Visita e anfitriã
moram agora num mesmo elemento
juntas se ancoram
Na viagem das eras
No novelo do umbigo
No embrião do centro
No colo do tempo.

Fonte: LUCINDA, Elisa  O Semelhante, Rio de Janeiro, Ed. Record, 2000


Martha Medeiros

"Quando chegar aos 30
serei uma mulher de verdade
nem Amélia num ninguém
um belo futuro pela frente
e um pouco mais de calma talvez

e quando chegar aos 50
serei livre, linda e forte
terei gente boa ao lado
saberei um pouco mais do amor
e da vida quem sabe

e quando chegar aos 90
já sem força, sem futuro, sem idade
vou fazer uma festa de prazer
convidar todos que amei
Registrar tudo que sei
e morrer de saudade."

Fonte: MEDEIROS, Martha  Poesia Reunida,  Porto Alegre, L&PM, 1999


A FOTOGRAFIA
                     Ângela Vilma
                     
Sentada na cadeira
As pernas cruzadas
Mãos pousadas na saia.

A blusa preta escondendo
A verdade da fotografia:
Era vermelha, ela sabia.

Ela sabia de tanta coisa!
(e nem sequer imaginava)
Seu sorriso acompanhava
O ritual da fotografia.

 Fonte: VILMA, Ângela Poemas para Antônio Salvador, Cartas Baiana – P55 Edições, 2010



sexta-feira, 28 de setembro de 2012

UM + UM: MUITO MAIS QUE DOIS.


despeito do que já preconiza o movimento denominado Gestalt no início do séc. XX, a nossa intuição está constantemente nos apontando para os sinais que evidenciam a natureza mágica da interação entre as coisas desse mundo.  A própria Física Quântica desvelou alguns desses aspectos imateriais da realidade. Assim, se a sinergia que se estabelece no contato entre simples objetos pode se registrada cientificamente, o que dizer daquela que se cristaliza entre humanos que são aproximados por elos de identidade, semelhança de propósitos, visão de mundo e sensibilidade?  Elos dessa natureza uniram o grupo de pessoas que, há 4 anos, passou a se denominar Escola Lucinda de Poesia Viva - Salvador. Desde então, nos reunimos semanalmente para estudar, e nos deliciar, com a arte poética e a possibilidade de nos decifrar e revelar através dela. Belos recitais como os de título "É Tempo de Marear", "Aviso da Lua Que Menstrua", "Canto Quase Gregoriano", "Recital do Semelhante ou A Fúria da Beleza" e "De Canções e Passarinhos" foram fruto dessa mística relação. Tal qual na vida, o percurso nunca foi linear. Houve percalços iniciais necessário para superar a lei da inércia e estabelecer mais claramente os princípios de diferenciação e identidade e várias foram as pedras pelo caminho trilhado. Mas cada empecilho, cada tropeço, reforçou os laços, purificou as águas dos rios que nos levavam.  O que somos hoje é fruto de todos esses aspectos os quais não nos cabe classificar maniqueisticamente de bom ou mal. Vamos sempre sentir a contribuição e falta de Fernanda Neturionto, Martha Alencar, Mazé, Eugênia Galeff, Carlos Gregório, Juliana Brasil, Eshter, Mara Vanessa - em especial - e de outros tantos, embora saibamos que um pouco de cada um deles permanece conosco não só no registro histórico como na impressão carimbada em nossos  corações.
 Fernanda, recital em festejo ao aniversário de 1 ano - Galeria do Livro do Rio Vermelho.

Mara Vanessa em recital na Fundação Casa de Jorge Amado

Por outro lado, novos ares sempre sopraram para refrescar e tornar mais amena e alegre a caminhada como aquele que nos trouxe Cari. Felizmente, alguns deles vieram para reafirmar a nossa força e metas e orientar nosso sentido rumo ao que há de mais verdadeiro em nós. O mais importante deles, chama-se Luciano. Ele se incorpora a nós com a sabedoria que julgávamos perdida, na forma de uma nova liderança pela suavidade. Sua vinda renova o minha união pessoal com o grupo, já julgada por demais tênues. Ele consegue, através da sua amorosidade inteligente, aquilo que em vão tentei obter por uma determinação ansiosa e pouco lapidada. Sim, há sempre lições individuais a serem aprendidas em percursos coletivos. E é justamente esse o sentido do partilhar com, ver-se as diferentes possibilidades de ser com mais inteireza e plenitude, já que nossas lições estão imbuídas na evidência de que somos DI-VERSOS.

Luciano Santana, o regente natural.

Recital "De Canções e Passarinhos" - Livraria Saraiva Salvador Shopping

terça-feira, 5 de junho de 2012

O ENFORCADO (OU FALANDO DE AMOR)



Acabo de vir da Caminhada da Lua Cheia. Há 18 anos, a nutricionista Glauvânia Jansen  orienta essa meditação andando e acredito que essa foi a 5a vez em que eu a acompanhei nesse trajeto por cerca de 7 quilômetros da orla de Salvador.  Na lua cheia do mês junino, o tema escolhido para trabalharmos foi o elemento fogo como representação da nossa fé interior. Assim, fizemos uma fogueira ao redor da qual foram abertos os trabalhos com músicas do Rei do Baião no ano de seu centenário.

No caminho fiquei pensando que esse simbolismo deve estar associado ao mito de Prometeu Acorrentado que roubou o fogo dos deuses para dá-lo aos homens, sendo por isso punido. Numa leitura mais profunda talvez sua tentativa tenha sido a de dar aos homens a consciência divina que possuem. A certeza de que são imagem e semelhança do Criador.

Mas há muita fé, que ao contrário de libertar, acorrenta. O tema é tão espinhoso que, quando não provoca guerras intermináveis, causa polêmicas desnecessárias. Isso não deixou de acontecer nesta noite, embora logo no início tenha sido dito que a proposta não tinha uma orientação religiosa específica. Tratar da fé em uma visão não relacionada a uma dada religião é algo muito complicado para vários de nós que não conseguem compreender ser possível abrir-se a diversas compreensões de Deus. Então, foi preciso antecipar a costumeira dança da paz e sugerir que, em silêncio, nos concentrássemos na nossa respiração - o sopro misterioso - para termos contato com a serenidade que é o objetivo do trabalho.

E é justamente no silêncio que a caminhada se faz mais divina, quando podemos apreciar o mar da Bahia (sempre tão próximo de nós, sem que lhe dediquemos poucos minutos do nossa rotina), sentir a luz do luar e o brilho das estrelas sobre nossas cabeças, ter na presença do grupo a segurança de que precisamos para usufruir nossas pegadas na areia, as ondas a roçar nossos pés e a brisa - o sal da vida - a soprar sobre nossa pele.


Assim como abrimos a caminhada, acabo essa postagem com música:


"Falando de amor, mais uma vez, mais uma voz

Esqueço aquilo tudo que não sabia tão de cor
Eu não sei de nada, certas horas sei de tudo
Quando as pessoas se falam, as palavras são escudos
Eu não sei de nada, certas horas sei de tudo
Quando as pessoas se calam, nascem flores ou muros
Mas quando a gente se olha mesmo
Mesmo por um segundo
É a coisa mais doce
Que acontece no mundo (...)"

                                      Joyce

NAMASTÊ!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

MORAL DA MINHA HISTÓRIA - 03

     Desde que descobri Marisa Monte e Arnaldo Antunes e, mais tarde, a alquimia maravilhosa do trio Tribalistas, nada me tocou tanto na MPB como Marcelo Camelo. Quando escutei as músicas de sua carreira solo foi que soube ser ele um dos integrantes do "Los Hermanos". Até aquele momento, a banda só significava para mim aquele grupo que cantava "Ana Júlia" (a música que os meus filhos, ainda pequenos, adoram cantar ou, digamos, gritar).
      Não me lembro bem, mas parece-me que a curiosidade e consequente encantamento se iniciou quando ouvi aquela voz masculina e suave cantando com Ivete Sangalo uma música de título "Teus Olhos". Percebi que todo mundo já o conhecia, menos eu. Inclusive a minha irmã, lá de Portugal, me surpreendeu com aa notícia de que tinha o DVD com ele chegando na casa de Ivete e tudo o mais. Como sempre, ela anda mais ligada nas novidades da terra brasilis do que eu, pensei. Depois ouvi no rádio uma gravação dele e vim para casa fazendo um esforço imenso para me lembrar do refrão e ouvi-la novamente no youtube. Chegando em casa, pedi aos internautas família que procurassem as suas outras músicas. Daí para correr à loja e comprar o cd "SOU", foi um pulo!


Quando gravamos a poesia "Vertigem" para participar do concurso da Fiporto 2011, não tive dúvidas de que teria de ser sua a música do  fundo musical. A escolhida foi "Doce Solidão" cuja letra é: 




Posso ser só um
Mas sou de todo mundo
Por eu ser só um
Ah nem, ah não ah nem dá
Solidão foge que te encontro
Que eu já tenho asas
Isso lá é bom?!
Capa de "Pitanga", o novo cd de Mallu

        Só hoje, após descubrir a lindeza de "O Meu Amor é Teu" é que saí para pesquisar Mallu Magalhães, de quem eu já havia ouvido falar há tanto tempo... E que bela surpresa foi essa nova descoberta. É deslumbrante ver uma menina tão nova assim talentosa, madura e ao mesmo tempo com uma autenticidade que se esparrama de seu ser. Isso fica explícito no adjetivo que ela usa para qualificar a sua música: sincera. Se tem alguém ainda mais fora de sintonia do que eu,  sugiro que cheque tudo o que foi dito com o clip da música "Velha e Louca" de Mallu. Sem deixar de notar os flashs rápidos de Marcelo tocando vários instrumentos, é claro: 
http://letras.terra.com.br/mallu-magalhaes/1971750/

MORAL DA MINHA HISTÒRIA: Vale a pena ficar com os ouvidos antenados para captar os novos sons. Sem preconceito, dá para acreditar que novas e boas ondas vão surgindo. Sempre!