Follow by Email

quinta-feira, 20 de março de 2014

OUTONO NA ALMA MENINA



OUTONO NA ALMA I

Eu passei muito tempo
aprendendo a beijar 
outro homem por
não beijar meu pai.

Eu passe muito tempo
pra saber que a mulher
que eu amei, tanto.
Se amarei
essa mulher 
que escolhi 
para ser minha mãe. 


Como vai minha mãe,
como vão suas dores
de meu pai...
Como vai...

Digo a ele que não
se aborreça comigo,
quando me vir beijar
outro homem qualquer.
Digo a ele que eu,
quando beijo um amigo,
estou certa de ser
alguém como ele quer:


alguém com sua força
pra me proteger,
alguém com seu carinho
e que possa expressar,
alguém com olhos
e coração bem abertos 
pra nos compreender.



OUTONO NA ALMA II


Eu passei muito tempo
aprendendo a beijar 
outro homem por
não beijar meu pai.


Eu passe muito tempo
pra saber que a mulher
que eu amei, tanto.
Se amarei,
algum dia, 
uma mulher
como é minha mãe.


Como vai minha mãe...
Como vão suas dores
de sua mãe,
e meu pai...

Digo a ele que não
se aborreça comigo
quando me vir beijar
outro homem qualquer.

Digo a ele que eu
quando beijo um amigo
estou certa de ser
alguém como ele quer:

alguém com sua força
pra me proteger,
alguém com seu carinho
e que possa expressar,

alguém com olhos
e coração bem abertos 
pra me compreender.




OUTONO NA ALMA III

Eu passei muito tempo
aprendendo a beijar 
outro homem por
não beijar meu pai


Eu passe muito tempo
pra saber que a mulher
que eu amei,tanto.
Quem sabe será,
por uns dias,
um pouco a mulher
como sou eu por mãe.


Como vai minha mãe
como vão suas dores
de meu sua mãe,
e de meu pai. 

Digo a ele que não
se aborreça comigo
quando me vir beijar
outro homem qualquer

Digo a ele que eu
quando beijo um amigo
estou certa de ser
alguém como ele quer:

alguém com sua força
pra me proteger,
alguém com seu carinho
e que saiba expressar,

alguém com olhos
e coração bem abertos 
pra me compreender.




PAI E MÃE COM GILBERTO GIL:
https://www.youtube.com/watch?v=zo-CpTH1LeQ&list=RDzo-CpTH1LeQ#t=32

terça-feira, 18 de março de 2014

O MUNDO É MESMO VIOLENTO...

Esse texto foi motivado pelas postagens de um vídeo do professor e colega, Lamartine, e da amiga, Parguaçu Brazil, que reproduzo abaixo.

POLICIAL MILITAR CALA A BOCA DE DETENTO:
 https://www.youtube.com/watch?v=5QJPXiXxd-Q


O ESTADO DEPLORÁVEL DOS PARQUES DA RIBEIRA EM SALVADOR:



        Comento ambas as postagens, contando um fato que me ocorreu, antes das 10h da manhã de ontem, em uma agência do BB do Rio Vermelho. Entrei nela para pagar a mensalidade da escola de minha filha, estudante do 1o. ano do Ensino Médio do Colégio Maristas Patamares (mais de R$1.200,00 essa mensalidade subtrai do meu salário de aposentada, além do sofrimento de saber que eu ensinei nesse mesmo ano em uma escola pública e de melhor qualidade). Ao entrar na agência, notei que um policial fardado, usando um dos caixas eletrônicos, virou-se imediatamente para a porta. Fiquei surpresa e lhe disse que provavelmente fazia aquilo todas as vezes em que alguém entrava no banco, porque ele seria o primeiro alvo de um possível bandido. 
Ele me respondeu: - assim que um deles aparecer, eu encho ele de balas!
Nossa conversa se estendeu por caminhos que não me lembro agora, até que ele, já de saída, me afirmou: o governador não gosta de baiano,ele não é baiano!
Perguntei-lhe se era verdade que Jacques Wagner não era baiano.
Ele respondeu com a informação de que o  "nosso' governador é carioca.
Mas os baianos não estão fazendo melhor trabalho, retruquei: ACM Neto é baiano e estamos vendo o estado de Salvador, apenas sendo consertada para turista ver.
Ele respondeu que João Henrique era pior.
Eu, concordei e acrescentei que o pior não deveria ser a nossa referência.
Ele disse:  pelo menos ACM Neto está começando a consertar a nossa cidade.
Eu: consertando os bairros nobres, vá ver na periferia como as coisas estão...
Ele: tem que começar por algum lugar.
"Não entendo o  porquê de começar logo por lugares onde se precisa menos de melhorias"- eu lhe respondi.
Ele me perguntou se eu tinha visto como o governador havia  tratado os professores e, nesse momento, uma outra correntista entrou no 'diálogo alterado', dizendo que era professora também e concordava. Eu, apesar de ter pensado no terror provocado nos soteropolitanos, durante  a última greve de policiais, nada falei sobre esse episódio.
O policial se foi e a outra correntista disse fatidicamente:  o mundo é mesmo violento...
Eu concluí a conversa perguntando, quase apenas para mim mesma, se não valeria um esforço individual, em cada um de nós, de sermos menos violentos...

           Fico sempre muito perplexa quando vejo as pessoas se referirem ao mundo, ao país, ao estado, à cidade, aos seus bairros e até aos seus condomínios, como se fossem entidades animadas que se movimentassem sem as suas ações e influências. Ouvi muitos comentários desses, quando estava ensinando no IFBA e as pessoas se referiam à escola como coisa exterior, da qual não faziam parte. Eu lhes perguntava se a escola são suas paredes, seus quadros negros, seus retroprojetores, suas carteiras e seus computadores etc. Quem faz a escola são os seres que nela agem diariamente, como suas ideologias, expectativas, subjetividades e ações por elas guiadas. Saber-se responsável pelo mundo em que vive é indispensável para qualquer professor e sua tarefa imprescindível é estimular os alunos a uma reflexão sobre o tema, sobre como cada uma de nossas escolhas traz um impacto sobre as realidades em que vivemos e podem transformá-las tanto no sentido em que acreditamos ser o melhor, quanto no sentido contrário às nossas convicções. Há ainda o fato de que, como seres sociais que somos, nem sempre as nossas ações criarão os resultados que julgávamos ser consequências previsíveis delas...  No entanto, o esforço de tentar pensar em que direção estamos levando as nossas vidas sempre é importante e válido, disso tenho uma das poucas certezas que me restam...

terça-feira, 11 de março de 2014

ESCREVER POESIA X FALAR POESIA


Em, 2008, durante evento sobre Direitos Humanos, realizado na Faculdade 2 de Julho, no bairro do Garcia, houve um workshop com Elisa Lucinda, do qual várias pessoas participaram e que resultou em um recital  no seu auditório com capacidade para 500 pessoas.  Antes da apresentação de Elisa Lucinda fez sua apresentação pessoal e nos convidou a apresentarmos os poemas trabalhados durante o workshop. Antes da apresentação, dei como lembrança aos participantes da oficina de poesia falada, um cartão com a primeira versão de um poema que escrevi cujo título é DE HUMANOS. Tal poema é uma homenagem a Adélia Prado, autora de outro poema de título DIREITOS HUMANOS. Trata-se de um poema bem curto e expressivo sobre a sua escrita. Há grandes diferenças entre os atos de escrever e falar poesia. Sempre considerei que há formas e mais formas de falar poemas e que essa atividade se diferencia sobremaneira daquela de escrevê-los. São muitos os casos de grandes poetas que não falam seus versos e de pessoas que os valorizam incrivelmente com seus talentos expressivos. Nem todo ator, no entanto, como alguns possam equivocadamente supor, possui esses talentos. Há vídeos de atrizes e atores em que é possível comprovar isso. Alguns valorizam a palavra escrita por seus autores, enquanto outros retiram toda a riqueza delas por falta de compreensão sobre o significado dos versos que saem de suas bocas - pontuações equivocadas, desconhecimento de palavras existentes no poema,  incapacidade de transmissão das mensagens implícitas e explícitas neles, excesso no tom de voz e nos gestos, entonações não exigidas ou deslocadas, falta de fidedignidade às palavras originais de seus autores etc. Foi tentando me conscientizar do objetivo que me movia a falar poesia que escrevi aquele diálogo fictício com a maravilhosa mineira de Divinópolis. Abaixo transcrevo ambos os poemas:


                       DIREITOS HUMANOS
      Adélia Prado

                           Sei que Deus mora em mim
como sua melhor casa.
Sou sua paisagem,
sua retorta alquímica
e para sua alegria
seus dois olhos.
Mas esta letra é minha.
((Oráculos de Maio, p.73.)
Fonte: http://trycar.blogspot.com.br/2010/04/direitos-humanos-adelia-prado

  


DE HUMANOS
                   Vera Passos



Na verdade, Adélia, a letra pode ser tua,
mas os sentimentos também moram em mim.
Não recebi teu dom de traduzi-los em verso,
bem sei. Apenas peço a Deus a alquimia
de fazer da minha voz, olhos e mãos,
dessa efêmera casa enfim,
instrumentos de uma precisa fotografia,
da mais preciosa revelação
aos que comungam conosco essa humanidade.

P.S.: Alguns amigos dizem que têm tentado fazer comentários sobre os textos e não conseguem. Já fiz reclamação aos moderadores do blogger neste sentido. Por favor, tentem enviar ao menos um 'oi" para que eu possa verificar se isso continua acontecendo. Grata. 

POR UMA INTERNET LIVRE E UMA TV MAIS DEMOCRÁTICA NO BRASIL



Em seu livro, 1988, o autor inglês  Jorge Orwell vislumbrou a figura de um Big Brother que controla atos de toda a humanidade e invadiria a privacidade de todos os seres da terra.  Os recentes casos de espionagem internacional feita pela da CIA (Agência Central de Inteligência dos EUA), lamentável programa internacional, cuja versão brasileira tem o título de BBB e está longe de ser uma exposição de situações da realidade e o fato de eu, assim como alguns amigos termos nossos perfis de facebook copiados para divulgarem produtos que não usamos, não gostamos e jamais divulgaríamos tem me feito ponderar bastante sobre os prós e os contras de continuar utilizando essas mídias sociais.

A internet, apesar de todas as contradições resultantes não da sua tecnologia mas do uso que homens e mulheres dela fazem, ainda é um meio de comunicação bem mais democrático do que as TVs, os jornais e as rádios no nosso país. O melhor exemplo disso, é que sem esse meio, não teriam havido as manifestações de crianças, jovens e adultos em junho do ano passado. No entanto, não podemos permitir que se efetive qualquer tentativa de controlar a possibilidade de limitar esse potencial instrumento de comunicação e educação para a cidadania. Solicito a todos os meus amigos que assinem o abaixo- assinado ou ao menos o divulguem para que as pessoas se manifestem em relação ao que está posto no Brasil. 

AQUELE ABRAÇO DE VERA PASSOS
Se você quiser se informar quando as TVs brasileiras começaram a ser controladas pelos políticos e grandes corporações, acesse alguns dos links abaixo:

MORRE ACM, um ícone do coronelismo eletrônico
http://fndc.org.br/noticias/acm-morre-um-icone-do-coronelismo-eletronico-168772/
ACM: Poder e Mídia e Política no Brasil
http://www.cebela.org.br/imagens/Materia/2001-2%20107-128%20antonio%20albino.pdf