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quarta-feira, 31 de julho de 2013

MEU PRIMEIRO SOUTIEN E A HISTÓRIA DOS MEUS CABELOS



Quem não se lembra dela?



1) da propaganda da VALISÈRE?                                                          Eu me lembro de uma garotinha que saía pelas ruas repletas de transeuntes com um olhar de extrema alegria e cúmplicidade consigo mesma, agarrada, não mais à sua boneca, mas a uma prancheta para esconder os seus peitinhos, agora e, enfim, envoltos no seu primeiro soutien...

Nascida Vera Lucia da Cunha Passos, eu comprei o meu primeiro soutien escondida da minha mãe. Isso aconteceu porque ela, para me controlar, me obrigava a usar corpete (uma espécie de camiseta de malha usada por baixo das bluas)  e me colocou em uma classe em que eu era a aluna mais nova, logo a única que não tinha peito nem precisava de soutien. A minha cúmplice nessa grande experiência de vida e passo em direção à feminilidade e o mundo adulto foi a lavadeira Iara - a rainha das águas da casa - com seus cabelos lisos e longos e, paradoxalmente, a mulher que tinha mais seios que eu conheci. Eram tantos seios que precisou, bem mais tarde diminuí-los porque seu peso afetara a sua coluna vertebral... Sim, na época não colocávamos implantes de silicone, nós escondíamos os nossos seios, quando nos pareciam estranhos à nossa cultura de mulheres arredondadas só na parte inferior do corpo - o modelo latino, o brasileiro. Hoje, como todos sabem, importamos o modelo americano e a grande maioria das mulheres coloca silicone... mesmo aquelas que já haviam recebido o título de Miss Brasil como  a minha homônima Vera, a Fisher. Parece-me que os seus precisam sair como setas, flechas ou FALOS no jogo ou na guerra de sedução e poder entre homens e mulheres. 
A época hoje dispõe de vários recursos para esconder ou negar os próprios seios. Há inúmeros disfarces: soutiens de bojo resgatados e modernizados da história de nossas avós como o foram os espartilhos atuais. Tem aqueles com base de arame, os de bojo com enchimento,  os falsos peitos de silicone que podem ser colados sobre os verdadeiros, lhes dando volume bem maior... até chegarmos à opção mais extrema: o implante cuja matéria prima vem dos EUA (essa deve ser uma das poucas matérias primas que importamos de lá... porque a via, o caminho usual entre matéria prima e materiais processados tem o sentido inverso)!
Lembro-me tanto desse meu primeiro soutien... ele era cor de rosa, tinha rendinhas e um lacinho bem no meio... eu o guardei na gaveta do quarto de empregada, da Iara das águas e da história... *

E quem não se lembra dela?

           Eu me lembro de uma ruiva com uma voz muito estranha e fanhosa que marcava os nossos ouvidos como unhas arrastando-se sobre um quadro de giz e dizia: vocês lembram da minha voz? Ela continua a mesma, mas os meus cabelos... quanta diferença!
Quando criança eu tinha cachinhos, depois, na adolescência, os meus cabelos ficaram mais lisos e eram sempre presos pela minhã mãe em um laçarote para que eu aparentasse ainda uma menina. Depois eram presos por elásticos (nada de Xuxas). Minha mãe era a dona da minha vida e os simbolizava através do controle dos meus cabelos. Ela decidia quando, quanto e onde os cortar e eu apenas obedecia as suas ordens imperiais. Na adolescência, apareceu a moda do cabelo cortado em camadas e as minha colegas os cortaram... e eu, a formiguinha da sala, só as admirava por essa autonomia e beleza. Até aquele dia.. em que eu fui, escondida é claro, até um salão próximo à rua Castro Alves, onde morava e também soltei e cortei os meus cabelos em camadas! 
Lembro-me do furor e dos elogios das colegas do colégio Sacramentina, quando me viram com o novo estilo e, mais do que tudo, da alegria interna que eu experimentava. Mas... tem sempre um mas em nossas vidas... minha mãe me pegou bem estratégica e disfarçadamente pelo braço e eu só me dei conta de tudo, quando estava em frente a um espelho com outra cabeleireira com tesoura em riste para dar a solução materna desejada naquela rebeldia e desalinho. Esta destruiu os meus cabelos e eu me vi tão horrível e desrespeitada que tive um descontrole emocional que causou a minha primeira menstruação. Acho agora que, como me impediam ou eu não tive forças para demonstrar que já era uma mulher por fora, meu corpo explodiu dando o sinal de que eu precisava ser uma mulher, ao menos por dentro! Minha mãe, muito cientificamente, constatados os fatos e o sinal vermelho da situação, me levou a uma ginecologista, para que ela me explicasse o que significava aquele sinal em sangue. Eu, muito obedientemente, fingi que não sabia de nada e voltei para a casa de onde iria embora, dois anos mais tarde, para enfrentar sozinha a minha vida, controlar o meu corpo e descobrir quem eu era de verdade. E, por fim, para escolher o(s) homem(ns) que teria(am) a permissão de tocar esse corpo que envolvia uma alma sagrada - só tocada por um deles. 
E devo dizer que esse caminho passou pelos neros, pelos bobs com os quais dormia e ia para a praia de Cacha-pregos no dia seguinte, até que eu fosse capaz de soltar a minha juba  (pois os sucessivos cortes mudaram os cabelos e eu voltei a ter cachos... muitos cachos), a ter e mostrar a minha juba de leoa, a minha liberdade de pássaro e os meus mistérios de esfinge.**

* tenho orgulho de ter amamentado, com meus peitinhos a minha filha, nascida prematuramente, por 10(dez) meses. Ao lhe lembrar que o seu primeiro soutien foi costurado e dado pela sua avó, aquela, a minha mãe... minha filha me relembrou que o seu primeiro soutien com bojo eu comprei e dei para a sua prima Diana, que era maior do que ela, embora tenham nascido no mesmo ano, mas... ...,mas ele não deu na minha sobrinha e terminou ficando para ela, a sortuda!

** finalmente, em junho passado, eu sucumbi às súplicas da minha filha de que queria alisar os seus cabelos encaracolados (eu e sua tia Vânia a chamávamos pelo apelido de Caracol, numa tentativa de que aceitasse os cachinhos de menina), não mais diariamente com o fazia  e com a pente de fogo, digo com a prancha, que comprou com a sua mesada... Ela estava disposta a pagar o seu alisamento com um processo químico e sem formol. Então, antes de ir para a sua viagem de debutante com origem no Brazil e destino na Disney da USA, eu precisei apanhá-la pela mão e a levar a um salão para garantir que iriam fazer um trabalho menos danoso ao seu visual.

CONCLUSÃO DAS HISTÓRIAS:

É PRECISO TER MUITO PEITO PARA SER MULHER NESSE MUNDO E NÃO SE DEIXAR ESMAGAR COMO BARATA, OU CUCARACHA, COMO SÃO DENOMINADOS OS LATINOS PELOS NORTE AMERICANOS E...

...É PRECISO TER A FORÇA DE UM SANSÃO E CABELOS REVOLTOS PARA ENFRENTAR A BATALHA DESIGUAL,AQUELA QUE TANTO NOS CONFUNDE ENTRE OS MODELOS DE MACHOS E FÊMEAS PARA CONSEGUIRMOS A COMPREENSÃO E FELICIDADE DA SINGULARIDADE E COMPLEMENTARIDADE DOS GÊNEROS!

(...continuando, agora- já à noite do mesmo dia- minha filha pesquisou os comerciais originais para mim, então passaremos do plano das lembranças para o plano da recuperação histórica do mundo virtual):
Comercial da Valisère:


Comercial da Colorama:



http://www.youtube.com/watch?v=A2ALKyLK82A

ACRESCENTANDO AS ÚLTIMAS NOVIDADES SOBRE O TEMA

this girl is on fire http://www.youtube.com/watch?v=mMp80G2q1Ks
Entrevista bombástica  http://www.youtube.com/watch?v=sHs8YKFdhSQ
as amigas http://www.youtube.com/watch?v=ybcrIA5ICLo
vers]ao masculina de Beonce http://www.youtube.com/watch?v=WGX0HQdDij4

quinta-feira, 25 de julho de 2013

25 DE JULHO - O DIA QUE NÃO ESTÁ NO CALENDÁRIO MAIA





HOJE ESTAMOS PARADOS NO TEMPO... MEDITANDO SOBRE ESSE DIA...
Comecei a refletir sobre isso às 3h da madrugada e vivi tanta coisa rica desde então que acabo de postar no facebook:

O DIA JÁ É OUTRO, OU CONTINUA O MESMO? TANTA COISA ACONTECEU DESSA MADRUGADA ATÉ AGORA NESSA MINHA VIDA... E AS RUNAS CELTAS AS ANUNCIARAM... SABEM QUE DIA É ESSE? 25 DE JULHO? É O DIA QUE NÃO EXISTE NO CALENDÁRIO MAIA - AQUELE NO QUAL LERAM ERRADO O APOCALIPSE E VENDERAM REVISTAS E PROPAGANDA COM ESSAS MANCHETES... É NESSE DIA QUE ELES FAZEM A CORREÇÃO DAS FRAÇÕES DE DIA, PORQUE O SOL NEM A TERRE SÃO BOLAS EXATAS... E GIRAM INEXATAMENTE, NÃO SÃO SÓ 365 DIAS E É PRECISO FAZER AS CORREÇÕES NESSE DIAS DE CAOS, PARA REORIENTAR O UNIVERSO.QUEREM SABER MAIS? PUBLICAREI AQUI...


CALMA GENTE, QUE VEM MUITO MAIS E EU ESTOU COM FOME E A MINHA FAMÍLIA... ESSES 4 DOCES BÁRBAROS VAI COMER UM PEIXINHO GRELHADO COM SALADA E ARROZ INTEGRAL PARA SE NUTRIR E FICAR FORTE E SE LIMPAR DAS SUJEITAS DO FAST AND JUNK FOOD!
QUAL O MELHOR LUGAR DO MUNDO? AQUI OU ALI OU ACOLÁ E AGORA JÁ QUE TEMPO E ESPAÇO INEXISTEM...
GILBERTO GIL:/http://www.youtube.com/watch?v=cC1ntip1f_U

AQUI E AGORA CHOVE MUITO COMO NO DIA DO MEU CASAMENTO! A PERGUNTA É PARA QUÊ TANTA CHUVA? PARA LIMPAR, LAVAR O PASSADO QUE ME ATORMENTA E NÃO ME DEIXA SER FELIZ, EU QUE TENHO TUDO PARA SÊ-LO!






domingo, 21 de julho de 2013

QUEM SOU EU? Decifra-me ou te devoro - ou ajuda-me a descobrir os enigmas que me revestem, a tirar os muitos véus!



EU SOU VERA e venho me desnudando frente a muitas fadas, terapeutas, mestras na matemática, nas línguas e na arte da poesia para descobrir melhor e mais verdadeiramente quem  eu sou...
Você tá sempre me dizendo isso, Eurídice Macedo; ontem mesmo, quando enviei a mensagem com vários nomes (Vera, Veroca, Véu, Verinha)  você acrescentou enigmaticamente: e por que não Verão com muita luz e sol? Poeta internacional da receita federal, você é quem me viu melhor até hoje, querida Ridi, seja saindo do banheiro da Monalisa com o corpo e a alma lavadas, né, seja no poema FONTE E FORÇA, onde me defino nesse blog. Mas eu ainda preciso me ver nas complementaridades que são Jina Carmem e Fátima Santiago, me ver pelas interpretações da outra Vera, da Verusa, terapeuta do grupo... 

Estarei eu preparada para a leitura dos arquétipos? Quando poderei ser a alegria da também poeta e lavadeira e prostituta e mãe dos filhos dos campos de Jequié, ou Jequequé da também poeta Silvana ( * )?  E na beleza da mestra espanhola que diz não entender o português, mas tudo sabe e dá lições de Garcia Lorca? E na sagacidade e múltiplas leituras da minha amiga/irmã jornalista e maravilhosa escritora Sarah com h que está lá na França? E na esperteza e doçura e poética de Fernanda Leturionto - lembrem-se de que ela já entrou no grupo pedindo a Licença Poética da poetiza maior do cotidiano - Adélia que é tão grande quanto o Drummond e o Bandeira, como anunciou o seu anjo esbelto. Mas tudo isso para nos encontrarmos com os nossos Zés, Lucianos, Rhunas - vamos ler essas pedras lançadas desse homem astrólogo - e agora com o jovem e sábio menino Alexandre e porque podemos, merecemos caminhar de mãos juntas e sem distinção de sexos, mas aprendizagens estatísticas, matemáticas com as Angelas M de Mirante ou Medeiros e com a outra colega de matemática e reverso da medalha a tímida e escrachada Vera Castro que dizia no meu ouvido: eles não podem confundir nem dar o seu talão de cheques para mim, tá tão claro: se for a boa professora sou eu, se for a professora boa é você, e com as brigas sem/com as diferenças de gêneros desde que seja através do amor e do perdão dessas Veras às Tânias em todas as suas formas... E aprender as lições da suavidade e doçura de Deus pela diretora, amiga, irmã e comadre Norma Oliveira. Porque TODAS elas valem a pena! Você sabe disso Sandra Pena ou Sandra(**) da Tara - não mais da Tara Vermelha, mas da deusa budista Tara verde - essa que é a minha cor predileta e a cor dos olhos verdes dessa mulher linda que nada fala, mas tudo escuta e transmuta na roda da vida e em prostações e danças.   Também aprendemos com o instinto - sexual ou não - de todas as mulheres e bruxas e xamãs como Sirlene Barreto, e especialmente com a minha irmã maluca e cega e vidente Zezé Vasconcelos que dizia, você não era a Vera Gata, eu te via como a Penélope Charmosa... E pela mão amorosa da mãe Marlene do Socorro e da ajuda política de Luzia Motta e até pelos enganos de Paula Mara ou Paulinha (a mais chique e feminina e GORDA e lembrar que a reitora Aurina nos repreendia cortando o  inha do nome dela. Regina Lovatti me lembrou disso nessa segunda! Sou uma justiceira dos processos escolares onde nos encontramos (Celiana, Lívia, Paula e Regina ou sou uma ALMA PACÍFICA E ETERNA?
Quando acabava de ir me ver na comunicação jornalística e corporal de Andréa Costa - a formiguinha e da minha chefe rebelde da Comunicação Social Lilian Caldas (que precisa rodar a baiana nos homens que a destratam pública ou secretamente). Mas a chefe depois foi a pernambucana Janaina, aquela que se emaranhou no jogo do poder, mas trazia bolos de rolos para nós todos, para provarmos da sua doçura da goiaba nordestina, ela que acompanhou e escreveu a trajetória do grande sambista Riachão. Quero mesmo extrair ensinamentos  da poesia da pequena grande Estherzinha. E com a primeira que me viu como comunicadora Maria, Mara Tapioca, lá no início da minha carreira e anunciou  o meu fim na Comunicação Social, convidada pela chefe Patrícia - Paty, você já aprendeu a amar sem dor? Quero e preciso me ver em todas as mulheres de Cora Coralina, né Cari? E nas cartas do seu tarô que você leu no grupo denominado  Sabedoria Feminina que foi gerado e instigado pela minha antiga vizinha, a dentista Luisa Baqueiro e seu equilibrado Roberto, dentista da Polícia. Vou aprender com ele, aquele homem tão sábio ou com os índios andinos?


Quero lembrar ou esquecer dessa polícia que faz greve e nelas distribui o terror porque não há outra polícia para sair batendo nela e distribuindo gazes de efeitos dúbios... e que fazem chorar os olhos dos jovens rebeldes e corajosos para que se subjuguem como na ditadura militar da ex-guerrilheira Dilma Roussef (quem diria que ela não entenderia os apelos da rua... esqueceu a força daquela que ela foi? a torturada?) Gente, é muita mulher, são muitos os ensinamentos e caminhos e EU ESTOU CANSADA. Mas nesta quarta eu tive forças para ir pelas mãos de Myriam socorrer e perdoar a minha ex-mãe e sua parceira LUZA (que está com aquele MAL que faz confusão e faz esquecer). Sim, somos mulheres que correm com os lobos! E ainda assim eu não sou CURADA nem pela psicologia, nem pelos medicamentos das minhas médicas e terapeutas do novo ICEP - dai-me tua antiga benção amorosa Nalvinha, fazei a massagem certa junto com as mãos de Joce que canta no coral da minha parceira nas histórias e poesias da vida, Zidi Brandão, pois O Passarinho lhe Contou tudo, o Mário Quintana cujos caminhos não são atravancados, porque ele NUNCA passará!



(*) e adivinhem em que Sarau eu, ousadamente, representei o nosso grupo DI VERSO - Arte Poética Singular na noite de ontem? Com as seguintes poesias:


                          Cadê você Mara Vanessa e a sua Marta Alencar - as mães de Maria?

1a. CREDO (para honrar aquela de olhos verdes que viu a necessidade da Escola Lucinda - obrigada Geovana Pires, eu voltei a falar, a dizer os versos da Poesia Matemática);
2a. POÉTICA II (de volta ao começo, não! Porém aprendendo as lições do diplomata, amante das mulheres e cantor Vinícius de Moraes, não o poetinha, o POETÃO, que aniversaria no final desse ano, quando iremos acender de novo as suas 100 velinhas - esse é o ano de parabenizar o iluminado Gilberto Gil que nos dia - o melhor lugar do mundo é aqui e agora). Enfim decidi ir de POÉTICA I para me orientar no tempo e no espaço;
3a. PERGUNTA OUSADA  PLATÉIA: O QUE QUEREM OUVIR? Respostas: Manuel Bandeira, Olavo Bilac e outros. Tive que me agarrar ao grito Drummond e apresentar ou falar daquela casa de portas aberta a todos, daquela CASA ARRUMADA  com a cara da gente do lugar;
4a. Para sair do ensaio e voltar ao terreno mais conhecido e seguro, fui cantar como passarinho o POEMA SENTIMENTAL das andorinhas de Quintana;
5a. E acabei com as palavras da cigarra CECÍLIA MEIRELES para aprender a fazer as escolhas entre ISSO OU AQUILO e depois descobrir com o poeta Ronaldo Jacobina que podemos incluir a 3a. opção e dizer e confundir a lógica cartesiana: É ISSO E É TAMBÉM AQUILO!

RESPOSTA FINAL (POR ENQUANTO): sou feirante e barraqueira, briguenta e pacificadora, sou triste e escandalosa, sou fonte e força pois sou a metamorfose ambulante e a maluca beleza de Raul


E EU, VERA LÚCIA POSSOS, POSSO ATÉ SER UMA MÃE...  E ESTAR PLENA E GRÁVIDA DE LUZ!
http://www.youtube.com/watch?v=Jnswob_qY4M  (ouçam na voz de Marinna Silva, digo, Lima)
http://www.youtube.com/watch?v=HhgSSPZ6Lh0  (ouçam também Gil cantando Sandra** e homenageando todas as mulheres quando foi internado no hospício depois de preso por porte de drogas)

NAMASTÊ A TODAS AS MULHERES DESSE MUNDO DE MEU DEUS!


sábado, 20 de julho de 2013

NÃO VI NA GLOBO NEM LI NO CORREIO DA BAHIA, ONTEM EU ESTAVA LÁ NO MOVIMENTO PASSE LIVRE



Hoje eu estava lá! Não vi pela tv globo, não ouvi no rádio nem li nos jornais. Saí do largo de Nazaré em direção ao Campo Grande. Como estava sozinha, juntei-,e a 3 garotos que também iam na mesma direção. Um deles tinha um papel metro em branco e enquanto dois deles procuravam algo para comer no Supermercado, nós conseguimos uns pilotos e escrevemos, democraticamente, 4 frases, uma de cada um de nós. O dono do cartaz começou com a sua que eu escrevi em vermelho: CADÊ VOCÊ DILMA?
       O segundo pediu que acrescentasse CONTRA A PEC 37!
Eu escolhi escrever: E O NOSSO DIREITO DE IR E VIR? (já tava tudo cheio de barreiras de policias esperando para nos impedir de trafegar até a Fonte Nova!)
O último encerrou com: O PROFESSOR É O NOSSO CAMISA 10! (Essa foi demais e eu quase dei um beijo no garoto!)
      Seguimos até o Politeamas quando a passeata vinha e se dividiu em dois percursos diferentes (um grupo desceu pelo Politeama e o nosso grupo seguiu pela Avenida 7). Aí eu me perdi dos meninos e estava sozinha porque os meus amigos haviam se reunido próximo da Escola de Teatro da UFBA e eu não tinha conseguido ir tão longe. O grupo era pacífico, jovial, eclético e animado. Havia várias faixas com dizeres diferentes. Passaram uns 4 travestis com uma bandeira de arco íris para o qual eu acenei. Dois garotos carregavam um faixa com a palavra CORRUPIÇÃO - eu lhes disse que riscassem o I ao que responderam: com a educação que temos você acha que dá para escrevermos corretamente? Eu lhes respondi: eu sou professora e faço a minha parte. Eles, agora já sabemos que não tem a letra I na palavra e rimos juntos.
     Tinha um carrinhos, tipo esses que vendem cafezinho só que com som e tocando músicas. As principais eram QUE PAÍS É ESSE E O HINO NACIONAL. As palavras de ordem eram:
NÃO É CARNAVAL, É SALVADOR CAINDO NA REAL! NÃO QUEREMOS SELEÇÃO, NOSSO GRITO É POR SAÚDE E EDUCAÇÃO! E quando viam um grupo de policiais, eles acrescentavam VOCÊ AÍ PARADO, TAMBÉM É EXPLORADO!

     Próximo à Faculdade de Economia eu encontrei os amigos do meu filho que são nosso vizinhos (Lin, Lucas, Júlia, Carol e Davi) e tiramos fotos juntos pra registrar a participação do nosso condomínio. Apareceu uma menina em uma lambreta e eu pedi a ela para seguir a manifestação na carona dela: fomos nos aproximando dos primeiros manifestantes pedindo que eles andassem mais lento para que desse tempo de todo o pessoal do Campo Grande se unir a nós porque haveria encontro com a polícia logo na frente. Ao chegarmos próximo do Colégio Central, parados, ela subiu na lambreta e viu que a patrulha de choque se aproximava em nossa direção. Quando as balas e o gás começaram a ser jogados contra nós, corremos desesperados buscando abrigo próximo ã entrada do terminal da Lapa que estava fechado. Na correria geral não vi mais a menina da lambreta nem os meninos do condomínio. Quando saí por uma rua lateral já próximo ao Tororó, a polícia começava a correr na direção contrária e eu me refugiei em um portão que dava acesso a um edifício. Sozinha, resolvi voltar para casa porque ao telefonar para os meus amigos eles ainda estavam chegando na Praça da Piedade e nem supunham o que os esperava: o confronto com a polícia armada do camarada Wagner unido ao seu mais novo amigo, ACM Neto!

sexta-feira, 19 de julho de 2013

DE FEIRANTE A BARRAQUEIRA, UMA VERA TRAJETÓRIA


Quando namorávamos, em uma feira na Baía de Camamu, lambuzada de jaca, eu lhe disse: acho que em outra encarnação eu fui feirante! Ele me olhou, sorriu e falou: eu não, eu fui faraó como todas as pessoas importantes da atualidade!
Mais tarde a vida me ensinou a ser uma BARRAQUEIRA
(porém, tenso ser uma barraqueira inteligente como a sempre presente, Mafalda): 




E LÁ VAI A VERA HISTÓRIA QUE NÃO É EM QUADRINHOS MAS TUDO CONFUSO E JUNTO COMO ESSE NOSSO MUNDO;

Os meus queridos amigos da poesia foram convidados por mim, nesse domingo, a ensaiar aqui na minha casa... tudo de última hora e eu não tinha nada a lhes servir. Eu, esquecida da minha origem de feirante, fui apressada para o SUPERMERCADO, porque faltavam menos de 2h para o meu pessoal chegar e eu ainda teria de almoçar!
No bom preço? de armação (de barraco?) eu entrei e a primeira coisa a colocar no carrinho foi um vaso de orquídeas amarelas, porque sou uma barraqueira e feirante chick. Depois vieram as frutas, os sucos, o refrigerante antártica diet, os frutos secos, o pãozinho, bolo de rolo etc (muita calma minha gente, porque a turma é exigente e meio naturalista e gulosos e eu tava com fome, na condição e horário pouco indicados para ir ao mercado, seja ele qual for).
Fiz uma avaliação do meu carrinho e das filas e fui para aquela dos caixas rápidos. Quando vi o povo já batendo em retirada para enfrentar os caixas de carrinhos cheios e filas longas, percebi que havia algo de errado! Foi aí que pedi passe livre ou abram alas entre todos os compradores para verificar quantos caixas nos estavam atendendo e descobri pasmada que era apenas 1(um). Naquele momento a histeria baixou ou o santo na pomba gira, não sei bem, e comecei a gritar:
CHAMA AGORA O GERENTE, GENTE!
E QUANTO TEMPO MAIS EU VOU FICAR GRITANDO AQUI?
A FILA JÁ DOBRAVA LÁ NOS SORVETES E TODOS PARADOS ESPERANDO ORDEIRA E PROGRESSIVAMENTE NELA, DIGO, NESSE BRASIL DE MEU DEUS!
Apareceu uma mocinha sem fardamento dizendo baixinho: não podemos fazer nada porque só tem essa moça no caixa.
Respondi: E ONDE ESTÃO OS DESEMPREGADOS DESSE PAÍS? E POR QUE AS PORTAS ESTÃO ABERTAS NESSE DOMINGO? DEVERIAM TER FECHADO TUDO PARA NÃO ENGANAR A FREGUESIA!
E OS CAIXAS QUE SENTEM SAUDADES DO ANTIGO SUPERMERCADO PAES MENDONÇA?
AGORA, COM A MULTINACIONAL, ELES DESCOBRIRAM QUE ERAM FELIZES E NÃO SABIAM...

Como eu baixei o santo, deveria estar preparada com a lavanda, porque apareceu um negão com uma folha de arruda sob a orelha esquerda gritando mais alto do que eu com sua voz de baixo:

ESSE É O MERCADO QUE VOCÊS MERECEM! PORQUE VOCÊS VOTARAM NO PT E DEVERIA VOLTAR NO TEMPO DO ACM...

Eu virava para os meus colegas de fila e dizia, gente olha em que buraco eu me meti, na sepultura, pois o cara está desenterrando ACM! E berrava: não queremos discutir política, essa política partidária... vamos discutir a fila do mercado!

Então, a-fi-nal o povo da fila começou a gritar  QUEREMOS CAIXAS, QUEREMOS CAIXAS, Sufocando os gritos do outro que dizia MINHA MULHER NÃO PRESTAVA E EU MANDEI ELA EMBORA! E VOCÊS?

Eu satirizava: se meu marido me visse aqui nesse barraco também me mandava embora de casa!
CONCLUSÃO, PODEMOS NÃO ESTAR MUDANDO O BRASIL, NEM A SAÚDE, NEM A EDUCAÇÃO, MAS PRECISAMOS MUDAR AS NOSSAS ATITUDES FRENTE AO MUNDO!
E COMO DIZ UMA POETA AMIGA MINHA

SAÍ DALI COM ORQUÍDEAS NO BRAÇO E COM A CARA E A ALMA LAVADAS!