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sexta-feira, 30 de abril de 2010

EUFEMISMO - UMA ÓTIMA IDEIA!


Neste mês de abril, fiz 51 anos... Caiu justo numa terça-feira, dia do ensaio do grupo de poesia. Assim, para festejar, nos embriagamos com algumas das melhores coisas da vida: bons amigos, música e muita poesia. Existem várias formas de nos referirmos à data de nosso nascimento, ao registro da passagem de mais um ano em nossas vidas: acumulamos experiências, caminhamos inexoráveis para a morte, fazemos mais um aniversário, ganhamos mais um aninho, ficamos mais maduros, os anos vão pesando sobre nossos ombros, acendemos mais uma vela no nosso bolo etc. São muitas as expressões. A mais comum delas pode ser dita de duas maneiras antagônicas: ficamos mais velhos ou menos novos. Junto com a idade, cresce a vontade de atenuar o peso da ideia. Parece ser o meu caso. Deve ter sido essa a razão inconsciente que me fez lembrar do que tem acontecido com os carros nos últimos anos. O comércio proibiu o envelhecimento deles. Em um passe de mágica, desapareceram os carros usados do mercado. Todas a lojas passaram a comprar e vender carros seminovos! Então, é com extrema alegria que vou dar o meu "VIVA!" aos eufemismos e assinar essa postagem com um codinome muito atual e novinho em folha:
A SEMINOVA!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

PASSAGEM DESBOTADA NA MEMÓRIA DAS NOSSAS NOVAS GERAÇÕES...


Salvador, 11h 45min do dia 08 de novembro de 2009


Embora polissêmicas, as palavras perdem seus sentidos, sem o contexto em que estão inseridas. O que significa ”terrorista” nos EUA, após o atentado de 11 de Setembro? O que significava “legalista” nos tempos do Regime Militar no Brasil? O sentido da palavra “guerra”, antes de 1914 é completamente diferente da idéia que temos hoje dessa eterna e presente possibilidade sobre nossas cabeças. Não é sequer a ideia que tínhamos na época da chamada Guerra Fria. É bem pior que ela! Durante o “período de paz mundial” que vivemos desde 1945, os homens têm se esmerado na arte da guerra, que agora é vendida com ares de neutralidade científica: chegamos ao ponto de ter empresas que lucram em fomentar e fornecer armamentos para duas nações guerrearem entre si!
Nessa noite, um e-mail me arrepiou, tirou o meu sono e me fez partir com a única arma que tenho: a palavra. Vejamos o campo de batalha - seu contexto: acabo de receber, pela internet, uma mensagem de título “DILMA ROUSSEFF e fotos das vítimas”. Nela, aparecem várias fotos de pessoas que foram mortas durante atentados, uma suposta ficha com dados pessoais de Dilma e um grande carimbo informando ”CAPTURADO”. Mais violento que as imagens dos corpos assassinados, numa época infeliz da nossa história, é o propósito de sua veiculação: imputar o título e histórico de “terrorista de alta periculosidade” a Dilma Rousseff e defender que não se vote nela para Presidente do Brasil!
Cabe uma pergunta a cada um que tiver o desgosto de receber tal mensagem. Cada um de vocês, com a idade de Dilma e os seus conhecimentos, teria a coragem dela de lutar pela utopia de um Brasil mais igualitário, renunciando sua vida pessoal e até correndo risco de morte? Ou, ao contrário, ficaria você do lado dos que legalmente a prenderam e torturaram? Sim, porque em regimes como o que vivemos no Brasil do Período Militar, não eram possíveis outras verdades além daquelas dos terroristas e dos legalistas. Então te pergunto, você tomaria qual dos dois únicos trilhos dessa estrada tão estreita, em que qualquer passo fora da linha poderia ser fatal?
Em 1964, eu tinha 4 anos. Como seria se tivesse 24? Eu te garanto: não sei que resposta dar à questão que te proponho. Sim, apenas 20 anos. Eles não foram suficientes para apagar o muro de Berlim do imaginário alemão, mas me permitiram ficar num local da infância, onde o Regime Militar só significava a impossibilidade aos homens de usarem cabeleiras longas. Hoje, sei que ele significou a negação de liberdades bem mais primordiais e a violação de direitos humanos, relembrados na memória de um BRASIL para NUNCA MAIS!
A lei da anistia passou, o samba de Chico Buarque e Francis Hime, qua a anunciava também. Mas, pela minha casa, essa mensagem não vai passar impune. Sem que eu me manifeste. Não a favor de quaisquer das mortes, sofrimentos e perdas dessa época, mas lembrando o apelo popular por uma anistia ampla, geral e irrestrita, pelas eleições diretas para presidente, o fato de termos eleito um trabalhador, apesar das esdrúxulas alianças e de todas as mazelas persistentes no nosso arcaico sistema político. Que possamos aprender juntos a fazer uma história diferente e cada vez melhor nesse país. Há 20 anos, nós, brasileiros, derrubamos um muro que nos impedia de votar para presidente. Basta de alegria fugaz. Vamos caminhar na evolução da liberdade até o dia clarear. A quem interessar possa, não pretendo votar em Dilma. Meu voto será de Marina Silva, uma mulher tão forte quanto ela, porém mais doce, mais feminina, no melhor sentido que essa palavra evoca. Militar ou Civil, o Brasil já foi, por demais, governado por homens. Quero outros valores dando NORTE a esse país!


VAI PASSAR!
Acesso o clip da música na voz de Chico Buarque em:

quinta-feira, 8 de abril de 2010

DOMINGO TEM RECITAL NA SARAIVA IGUATEMI!

AMIGOS,

Quem sente que o mundo anda carente de Poesia e Beleza.
Quem acredita no poder de encantar com palavras.
Quem quer ter certeza de que é possível
FALAR POESIA SEM SER CHATO.
Quem aprecia os poemas de Elisa Lucinda.
E quem sabe que somos todos criaturas semelhantes e dissonantes necessitando buscar harmonia nesse mundo de mistérios, não pode perder o recital O POEMA DO SEMELHANTE.
A Escola Lucinda de Poeisa Viva - Salvador preparou o recital baseando-se em criteriosa seleção dos livros da fundadora da Casa Poema.



QUANDO: DOMINGO, 18/04/2010 ÀS 18h
ONDE: LIVRARIA SARAIVA - SHOP. IGUATEMI


ATÉ LÁ, E... NÃO SE ESQUEÇAM DE POR POESIA EM SUAS VIDAS!


VERA PASSOS

quinta-feira, 1 de abril de 2010

O TENENTE NÃO É VALENTE, MAS O OURO É BESOURO!



“HÁ MUITO TEMPO NÃO VEJO
UM PROGRAMA TÃO ‘FULEIRO'
PRODUZIDO PELA GLOBO
VISANDO IBOPE E DINHEIRO
QUE ALÉM DE ALIENAR

VAI POR CERTO ATROFIAR
A MENTE DO BRASILEIRO.”


Trecho extraído do cordel de Antõnio Barreto de título
BIG BROTHER BRASIL - UM PROGRAMA IMBECIL.


Quem pensou que o programa Big Brother Brasil já tinha mostrado tudo o que havia de pior, teve uma “bela” surpresa nesta semana, ao saber que o vencedor da sua 10ª. edição foi o concorrente de codinome Dourado. Depois de 7 anos, Marcelo Dourado voltou a fazer parte do grupo de “heróis” de Pedro Bial. Parece ter se esmerado na arte da farsa, porque provou ser um ótimo lutador no vale tudo por dinheiro e fama, ao obter 60% de indicações no programa que bateu o recorde mundial de votos em realities show (154 milhões).



O enorme índice de aprovação do candidato é alcançado logo em seguida ao recorde de aprovação do presidente Lula em pesquisa da Datafolha. São dois marcos alcançados quase concomitantemente, mas com causas e consequências totalmente discrepantes. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu aprovação por ter promovido a maior transferência de renda na história do país e Marcelo recebeu 1,5 milhões de reais como profissional da dissimulação, do preconceito e da desinformação.




Paradoxalmente, o BBB que possuia a singularidade de apresentar homens e mulheres assumindo publicamente sua homossexualidade, é vencido por nocaute pelo participante que difunde um preconceito contra os homossexuais, os associando, erroneamente, à AIDS. A emissora, ao invés de corrigir de pronto o erro, propagando o alarmante crescimento da doença entre jovens mulheres, amplia sua declaração demonstrando total falta de comprometimento com a saúde e a educação dos cidadãos brasileiros. Embora o Ministério Público tenha movido uma ação contra a emissora, o desserviço à prevenção da AIDS no país já foi feito.




As concessões de TV no Brasil foram dadas e são renovadas sem qualquer participação popular e sem que seja exigida dos seus beneficiários igual contrapartida em termos de responsabilidade social. Nesse cenário, a mais poderosa emissora de tv coloca anualmente no ar um programa que difunde a futilidade, o preconceito e a falsa naturalidade. Assim podemos dizer que a Rede Globo de Televisão, tão fortalecida no tempo “áureo” da Ditadura Militar, merece uma medalha. Uma medalha de ouro besouro!