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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

ALIC(N)E NO MUNDO DOS ESPELHOS INTERNOS, SOCIAIS E VIRTUAIS DEFORMADORES


Ontem, eu tive um dia rico em experiências fruto de contatos humanos enriquecedores para mim e, imagino, que também o tenham sido para as pessoas com as quais me comuniquei por gestos ou palavras ... Esses encontros serão tema de uma postagem futura de título EU ANDO PELO MUNDO, FALANDO AOS 4 CANTOS!

Surpreendentemente, ao contrário todo o conteúdo de experiências que vivi por estar a elas aberta... cometi o recorrente equívoco de planejar a minha noite... E como quem está no comando da minha vida não sou eu, mas alguma coisa muito maior do que essa criatura por ela criada, tudo saiu ao avesso. Planejei ir ver o carnaval na Barra, com meu marido, minha irmã e talvez, minha filha de 16 anos que nunca foi lá. Ele me respondeu simplesmente com um... não quero...Eu insisti e até passei o telefone para que Vânia tentasse convencê-lo a ir conosco, mas ele foi irredutível... Eu lhe assegurei que iria sem ele. Ele só repetiu que não iria. Caso decidisse ir, eu já havia previsto as dificuldades que teria em retornar sozinha tarde da noite do Cristo na Barra para onde moro, próximo a Itapuã, seja em um táxi, seja em um ônibus como me aconselhou a cozinheira da nossa casa.


Quando ele chegou em casa, eu já estava me preparando para ir,,, mas preocupada com nossa saúde e principalmente com a saúde de nossa relação,  temi ficar longe dele, me divertindo... depois de lhe dizer o que queria fazer e de lhe perguntar reiteradas vezes se ele se importaria se eu fosse... ele me respondeu - acho que vou assistir o filme ... com nossa filha. Entendi que essa era a sua vontade e  eu e nossa filha nos arrumamos bem bonitas para irmos ao Shopping, onde eu compraria dois remédios, minha filha veria uns shorts e assistiríamos juntos um filme - a parte lúdica do programa pois já havíamos jantado em casa. Minha filha descobriu pelo seu celular que o filme estava passando em sessões com horários mais cedo. Eu argumentei que deveríamos ir assim mesmo, por conta dos remédios e talvez àquela hora não encontrássemos farmácias abertas fora dos Shopping Centers. Minha filha desistiu de ir e eu me preparei para namorar agarradinho em frente à tela com ele...

Fomos nós dois, nos aproximando do shopping e procurando pelos 2 remédios em diversas farmácias. Só achei um deles que precisava tomar desde ontem e voltamos para casa porque os dois preferimos assistir um filme em casa - ele até tinha sugerido que revíssemos Janela Indiscreta, agora com nossa filha. Começou a passar o filme no computador do escritório e eu chamei nossa filha para vir assistir conosco... A essa altura ela já estava assistindo outro filme no seu quarto (hoje, os computadores nos quartos passaram a fazer o papel das TVs como fatores de isolamento dos membros da família, e observem que em nossa casa há uma única TV, na sala, justamente para prevenir esse isolamento e a baixa qualidade e energia emanadas das programações).
Depois de lhe mostrar como eu havia realçado o que há de belo em mim, só para lhe agradar, e ele concordar que eu estava bela,  começamos a ver o filme de Hitchcock do ponto onde ele o havia parado. Ele insistia em que eu tomasse os remédios para que eu não caísse facilmente no sono. Depois, antes de rebubinar, sic ,digo, antes de colocar o filme no começo, ele decidiu me mostrar outro filme que eu adoraria para que eu decidisse melhor a qual deles eu preferiria assistir. Escolhi o segundo: A GRANDE MENTIRA. Esse é um filme maravilhoso que recomendo a todos, discute lealdade, amor, paz, guerra, tormentos psicológicos, orgulho e forças psicológica e física humanas. Um prato cheio para um bom professor de história, sociologia, geografia, ética, direitos humanos etc. Ao acabar o filme, acordei o meu companheiro que roncava, há muito tempo, dando gargalhadas porque as suas previsões de que eu dormiria no início do filme, caso fôssemos ao cinema, tinham falhado de modo invertido. Eu lhe disse:  se meus médicos e psicólogos não conseguem me entender, se eu mesma não consigo, como pode você pensar que é capaz não só de fazê-lo, como de prever o meu comportamento:

http://www.interfilmes.com/filme_21858_A.Grande.Mentira.No.Limite.da.Mentira-(The.Debt).html

Subi rindo para o quarto, enquanto recolhia e organizava pratos e roupas espalhados no caminho da cozinha até o nosso quarto. Ao chegar ao quarto, vi a seguinte postagem de um amigo muito brincalhão a quem chamo de Chefinho...



No embalo em que estava nessa quarta à noite, eu dei gargalhadas homéricas e já ia postando algo que completasse a piada quando...
...li um comentário com a sabedoria de uma jovem Aline, como tantas outras Alices que conheço...
      • Roque Lima Lima Não vi dessa maneira não se trata de discriminação você entendeu errado é apenas uma propaganda de um Pai de Santo oferecendo seus serviços.
        há 2 horas · Gosto · 1
      • Aline Nunes huahauhauahuahuah tudo bem, meu tio, apaguei o comentário pq percebi que não foi a intenção mesmo! 
      • Aline Nunes Creio que não seja uma propaganda verdadeira,rs..Deve ser uma sátira. Lembrei que já postei algo do gênero, é engraçado mas pode não ter a mesma graça pra quem é do candomblé. Na verdade neste momento estou analisando a minha atitude, uma vez postei a foto de uma possível oferenda com bebidas caras aqui no face, e brinquei: "Como não acho uma dessas por aí", foi divertido porque naquele momento eu pensei nas bebidas e não em ridicularizar a fé dos que acreditam(no candomblé), mas agora fico pensando se deveria mesmo ter postado aquilo, não por medo da religião dos outros mas por receio de magoar os que acreditam com tanta veemência...essa coisa de facebook ta cada dia mais complicada, hahahaha, é difícil não se contradizer por aqui, não está tão diferente quanto na "vida real".
      • Roque Lima Lima Está perdoada não deve levar muito a serio o rola na internet tem muitas coisas fútil, desnecessárias que não deveríamos perder tempo com essas coisa o pior trata-se um vício que se avoluma sem precedente temos nos cuidar. Bjs boa noite e bom carnaval pra você.
        há 2 horas · Gosto · 1
      • Aline Nunes  Verdade,beijo!
 ...que me fez refletir:

... na resposta que me fiz, no mês de novembro, na postagem de título O QUE HÁ DE PRECONCEITO EM MIM...
... na enorme quantidade de ruídos no mundo, em consequência do aumento avassalador de comunicações atiçadas pelas novas tecnologias e utilizadas rapidamente e irrefletidamente...
... na necessidade ou não de haver uma licença humorística que permita aos cartunistas, comediantes e outros profissionais do gênero falarem, desenharem e tratarem de qualquer tema, mesmo que sejam perseguidos como o foi o Salmon Rushidi...
...de que as religiões, sendo construções humanas, podem e devem ser questionadas por qualquer individuo ou devem ser tabu como tantos outros dentro delas para toda a humanidade...
... do caos do universo físico, do universo social e dos universos psíquicos de bilhões de indivíduos em um único planeta do todo que conhecemos infinitesimalmente...

Como ando refletindo sobre um pressuposto de que A POESIA é mais ampla e transcende todos os caminhos já trilhados pelo pensamento humano, respondo com um poema de Drummond, que resume o conceito de verdade equivocadamente usado como sinônimo de realidade pelas pessoas:

A VERDADE DIVIDIDA - CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

A porta da verdade estava aberta
mas só deixava passar
meia pessoa de cada vez.

Assim não era possível atingir toda a verdade,
porque a meia pessoa que entrava
só conseguia o perfil de meia verdade.
E sua segunda metade
voltava igualmente com meio perfil.
E os meios perfis não coincidiam.

Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram ao lugar luminoso
onde a verdade esplendia os seus fogos.
Era dividida em duas metades
diferentes uma da outra.

Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
Nenhuma das duas era perfeitamente bela.
E era preciso optar. Cada um optou
conforme seu capricho, sua ilusão, sua miopia.


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