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domingo, 15 de setembro de 2013

HISTÓRICO OU UM TÊTE A TÊTE COM O TEMPO

Hoje comemoramos 5 anos dizendo versos em vários espaços culturais da Bahia. O grupo que começou como Escola Lucinda de Poesia Viva - SSA passou por várias transformações em sua composição e hoje se denomina DIVERSOS - Arte Poética Singular.  Ao pensar nisso, duas constatações me chegam. A primeira é a de que sou uma dizedora de versos para além do grupo de poesia ao qual pertenço e isso me alegra muitíssimo. Não há aniversário, momento de reflexão terapêutico,  evento cultural, encontro entre amigos, festividades familiares ou não em que eu perca a oportunidade de falar a poesia que me parece mais apropriada para ele. Em vários desses lugares ganhei a alcunha equivocada de POETISA. Sozinha, já falei poesia para passageiros de ônibus interestaduais e municipais. Como tenho alma de educadora e para ela conhecimento só tem valor se partilhado, informalmente, já ensinei  a arte de falar poesia a crianças do meu condomínio, aos meus sobrinhos em cada encontro na ilha de Itaparica, aos colegas da Coordenação de Comunicação Social, às integrantes do grupo denominado Sabedoria Feminina (Luiza, Cari, Maysa, Hildinha etc), às amigas do Brechó (Paula, Luzia, Zezé etc) em Forró na casa de Bete, às colegas professores de Matemática (Odilva, Eliza, Helena etc). Formalmente, ministrei oficina de poesia falada no Espaço Pic-Nic do ICEP, do qual sou colaboradora, a membros da comunidade IFBA em uma Semana de Ciência, Tecnologia e Cultura, a crianças da Creche Tereza Cristina do Lar Harmonia, onde fui voluntária, na Praça Vermelha do IFBA em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, a alunos da Rede Estadual de Ensino etc. 




A segunda constatação, menos prazerosa do que esta, é de que o grupo que formamos tem se apresentado com menor frequência nos últimos anos. Parte disso se deve aos atropelos da vida diária de cada um dos seus membros mas, parece-me, que a outra razão é o fato de termos ficado mais perfeccionistas ao longo do tempo. Se por um lado isso me parece um paradoxo porque o fato de já termos um caminho trilhado nos deveria deixar mais à vontade e confiantes, por outro me parece que a necessidade de inovar e apresentar um trabalho mais completo e singular nos tem exigido em demasia (devo dizer que isso me incomoda bastante porque. embora tenha o meu lado exigente, sou uma ariana que tem pressa em tudo). Pelo que refleti, chego à conclusão de que precisamos observar esse histórico em um tête a tête com o tempo e assimilar com mais coragem que a cada dia nos resta menos horas para enganá-lo com versos. Sobre isso, concluo a postagem com um poema de Vinícius em seu centenário.








POÉTICA I

De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo.

A oeste a morte 
Contra quem vivo 
Do sul cativo 
O este é meu norte. 

Outros que contem 
Passo por passo: 
Eu morro ontem 

Nasço amanhã 
Ando onde há espaço 
-Meu tempo é quando
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