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segunda-feira, 9 de maio de 2011

Mãe Sertaneja








Passei o dia das mães pensando sobre a necessidade e a possibilidade de existência de uma figura materna na vida das pessoas. Da falta que isso faz e da maravilha quando essa ligação é autêntica e insubstituível. Não consegui escrever nada, até que a pouco encontrei um trecho maravilho na voz de Riobaldo:

(...)Toda mãe vive de boa, mas cada uma cumpre sua paga prenda singular, que é a dela e dela, diversa bondade. E eu nunca tinha pensado nessa ordem. Para mim, minha mãe era a minha mãe, essas coisas. Agora, eu achava. A bondade especial de minha mãe tinha sido a de amor constando com a justiça, que eu menino precisava. E a de, mesmo no punir meus desmaseios, querer-bem às minhas alegrias. A lembrança dela me fantasiou, fraseou – só face dum momento – feito grandeza cantável, feito entre madrugar e manhecer.

Grande Sertão: Veredas de João Guimarães Rosa



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