quinta-feira, 12 de setembro de 2013

DREAMING WITH A SONG

DREAMING WITH A SONG



I believe I can fly
I believe I can touch my sky
I think about it these nights and days
Open mind and go on my way

And my life, it had been so poor
´cause I´ve lived without me, with you
Now I know I wish much more
for it has large open doors.

I believe I can fly
I believe I can touch my sky
I think about it these nights and days
I can fly in many different ways

listening to my heart whose beats
follow an old song that is so sweet,
on the radio when I´m on the roads,
dancing slowly and cheek to cheek
or seeing myself in other new words
when reading about similar stories

I believe I can fly
though I have no wings
I believe I can write
I do them in my dreams
I believe I can be me
I believe I can.


A música que ouvi no carro dá sentido às palavras acima: 

http://www.youtube.com/watch?v=TPJ5kqjEQlc

terça-feira, 10 de setembro de 2013

DISCURSO CATEQUIZADOR X CAMINHO ESPIRITUAL INDIVIDUAL


“O que une as religiões vem de Deus, o que as separa vem dos homens”. Com essa frase me situo frente aos praticantes religiosos, que frequentemente tentam me convencer de que encontraram o único e verdadeiro caminho que a Ele conduz. Tive uma formação católica na infância, estudei por sete anos em escolas de padres e freiras, fui batizada, fiz primeira comunhão e, ainda menina, fui madrinha. Desse percurso, no entanto, não restou muito além do temor a Deus e da culpa pelas minhas inúmeras faltas. Depois da maioridade, iniciei uma busca espiritual mais pessoal.  Quando me uni a Paulo, já aos 28 anos, optamos em não nos casar na igreja católica ou em qualquer outra religião. Cerca de doze anos mais tarde, quando já tínhamos dois filhos e sem qualquer planejamento, o Lama Padma Samten nos casou numa linda cerimônia budista.

Só me identificava parcialmente com os locais de culto que freqüentava. Das meditações da Self Realization Fellowship o que mais me tocava era a possibilidade de reverenciar muitos mestres. Dos Hare Krishnas, a alegria e desprendimento dos seus adeptos. Da religiosidade baiana, o sincretismo. Movida por uma amiga protestante, há cerca de um mês, entrei em contato com dois grupos espíritas. Tive um sentimento de pertencimento na chegada e logo depois ao ouvir da senhora que dirigia um dos trabalhos: - Não importa a religião, importam a fé e a caridade. Além do pleno sentimento de paz, senti grande alívio ao ouvir esta frase! Ela me deu a certeza que buscava para decidir repetir com a minha filha o batizado que fizemos do nosso primeiro filho, cuja celebração descrevo a seguir:


Antes do batizado, o primeiro passeio que Ciro fez, aos dois meses de idade, foi para o I Congresso Holístico, onde participou de uma bela cerimônia ecumênica. Próximo aos seus 6 meses de idade, decidimos o modo como iríamos batizá-lo. O ritual aconteceria em nosso apartamento, às 7h da manhã de um domingo. Não teríamos de escolher entre um monge, um padre, um lama, um guru, um babalorixá ou um pastor, e sim convidar amigos que professassem diferentes religiões e estivessem dispostos a dar sua benção àquela querida criança. Uma prece espírita surgiu como um passe de mágica em minhas mãos:

“Meu Deus, já que me confiastes a sorte de um dos vossos Espíritos, tornai-me digna da missão que me impuseste; concedei-me a vossa proteção, esclarecei-me a inteligência para que cedo possa discernir as tendências daquele que devo preparar para entrar na vossa paz.”

Incensamos o espaço, pedimos a todos se vestissem branco, preparamos as velas e a jarra de água com a qual iríamos banhá-lo. Os padrinhos já haviam sido escolhidos desde o nascimento, Isabel, uma amiga muito especial, e Tadeu, primo-irmão do meu companheiro. Havia ainda uma tia de cerca de 70 anos, Adyl, católica praticante e Fátima, que além de ter trabalhado conosco por mais de dez anos e ter estabelecido com Ciro uma relação extremamente maternal, era protestante fervorosa. Duas amigas, a primeira discípula de Paramahansa Yogananda, e a outra frequentadora de um grupo da fraternidade branca e alguns parentes como nossas irmãs, Vânia e Elisiária completavam o seleto grupo. A maioria de nós leu um trecho de um livro sagrado e o banhamos em água e pétalas de rosas. Foi tudo muito bonito e verdadeiro.


A cerimônia que planejamos e realizamos por intuição para o nosso primogênito, demorou a ser repetida para a sua irmã Liza, quatro anos mais nova, porque fazíamos muitos questionamentos sobre a nossa religiosidade. Enquanto frequentava um grupo budista, pensamos em deixar que ela, em sua vida adulta, fizesse sua opção como sugerem os seus ensinamentos. Os padrinhos, como da primeira vez, já estavam escolhidos e haviam assumido seus papéis. No entanto, quando Liza completou 7 anos, decidimos fazer a segunda cerimônia, com o mesmo e firme propósito. Desta vez, os participantes eram outros, além de minha irmã, meu irmão também participou, havia representantes do budismo e do espiritismo e eu fiz um belo café da manhã para todos.  


Para comemorar 25 anos de convivência feliz, pedi o meu companheiro em casamento e, no início deste ano, nos casamos em casa, em frente ao mar, com ele entrando com nossa filha e eu com o nosso filho. Para padrinhos escolhemos os nossos mais queridos parentes. Houve necessidade de contratarmos um pastor para que a cerimônia tivesse o caráter civil e como Paulo fizesse questão de que casássemos na igreja, solicitou que seu tio participasse da celebração nos abençoando. Para mim, não havia necessidade disso, porque já a nossa união já havia sido abençoada.  Minha opção seria que fizéssemos um ritual ecumênico, porém deixei que ele conduzisse a celebração e a festa. Atualmente frequentamos a organização Brahma Kumaris, cujo propósito é, através da meditação, torna mais viva a nossa lembrança de Deus.

O que une vem de Deus, estamos cada vez mais certos disso, mas os homens podem, caso desejem, reduzir os conflitos, revelando aquilo de verdadeiramente divino que carregam em si. Como afirmou o mestre Sathya Sai Baba: 


Fazer o bem. Ver o bem. Ser o bem.Este é o Caminho para Deus.”

NAMASTÊ

sábado, 7 de setembro de 2013

RECEITA PARA FAZER A SUA PRÓPRIA LISTA DAS TOP 10



INGREDIENTES:



1. admissão de que a ordem cronológica é mais indicada, por ser mais neutra do que uma ordem de preferência ou importância;

2. exclusão dos nomes (resista a essa tentação porque facebook já é exposição suficiente e não estou falando apenas por conta da CIA)... Nada de dar nomes aos bois;

3. não exclusão de um nome importante, apenas porque não houve uma música que marcasse esse encontro (pode-se recorrer a recursos como o livro de um poeta ou até a um livro de prosa como O AMOR NO TEMPO DO CÓLERA, desde que vc crie uma música para justificar a inclusão da pessoa na lista);

4. observação do lado bom de cada história vivida porque, como sabemos, os finais nem sempre foram felizes;

5. cautela e resistência ao apelo de fazer a lista dos TOP 100, afinal, sua memória já não é a mesma, especialmente se é uma cinquentona e tem a consciência de que quem insiste em chegar até o príncipe encantado precisa beijar muitos sapos... desencantados.



                                                                                                                                             

MODO DE FAZER:

Tome cuidado para não ferir o seu atual amor, declarando o quanto cada um dos anteriores foi importante para vc chegar ao que é e ao que vcs são juntos nos dias atuais. Por fim, tome coragem para tentar encontrar por onde andam aqueles com os quais vc perdeu o contato e os convide a se divertirem se identificando na lista.

P.S.: não se surpreenda ao descobrir que o ato de fazer a sua lista é extremamente terapêutico e até espiritual (se você o encara como uma forma de se perdoar, perdoar o que houve de desencontros pelo caminho e pedir perdão pela parte que te cabe no processo). E para quem não sabe do que estamos falando... basta acessar 


http://verapassos.blogspot.com.br/2013/08/a-cantora-as-cancoes-e-seus-amores.html
(Essa receita foi motivada pelo comentário da amiga Marilia Bezerra )

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

A FALTA QUE ELA ME FARIA (E FAZ)


Assim como, Wesley Correia, eu gosto muito da intertextualidade. Acho divertido brincar adaptando os textos de outros para situações pessoais e diversas daquelas que motivaram seus autores. Então, quando a amiga Sarah Carneiro se despedia de nós para fazer o seu doutorado na França, fui motivada a fazer a versão abaixo do poema Currículo de Karina Rabinovitz (http://karinarabinovitz.blogspot.com.br/). Sarah era a colega do grupo de poesia que o apresentava no nosso recital Canto Quase Gregoriano. Eu sempre tive uma sintonia muito grande com Sarah, tanto que para comemorar o 2 de Julho, ambas escolhemos apresentar poemas de Gregório de Mattos e eu não queria deixar que ela fosse sem um gesto de carinho que lhe expressasse a falta que me faria (e faz). 
. 


PASSAPORTE
                      Vera Passos para Sarah Carneiro

meu nome o livro já fala, é Sarah

meu endereço é aqui e ali,
Salvador, Equador ou Paris. Nunca para.

meu cadastro de pessoa física este corpo
que por dentro é fogo, nuvem, vento

meu registro geral foi lapidado em verso.
Desde o meu nascimento,
numa cidade com nome de Feira,
nutro certo encantamento
pelo que une e não sabe ser disperso.

meu telefone estará liberado
bão há passarinho, nem ninho ou nest
mas pra falar comigo ou Nelson
sem esvaziar o bolso e ficar complicado
só pelas redes sociais, use a internet

minha formação profissional
segue um caminho itinerante
já que acredito na beleza do instante

minhas atividades atuais
aproveitar as chances da vida
em uma corrida sem fim pra aqui e acolá
encontrar saídas
descobrir entradas,
para essa vontade desmedida
de aprender, de sonhar

por fim, minhas referências pessoais
é melhor que eu não diga
ou que se pergunte a alguém
que me ame demais...
Na saudade, elas são sempre geniais

mais verdadeiro
é que descubra,
sozinho, consigo

na ausência do meu baiano tempero
da minha louca ternura
do meu eterno desassossego

Alors, me deixam partir?
E aí? Garante esperar, pour moi?

sábado, 31 de agosto de 2013

SER CLARICE OU SER LÉA - EIS A QUESTÃO



                                                             http://www.almaimoral.com/

Refletir se você quer ser justo ou bom, se deseja manter a tradição ou rompê-la através da traição, se prefere viver aprisionado na moral do corpo ou perseguir os desígnios imorais da sua alma é uma consequência natural de quem assiste ao espetáculo A ALMA IMORAL, baseado no livro de Nilton Bonder e interpretado por Clarice Niskier. 

Sobre a nova temporada do espetáculo em Salvador:

http://www.bahianoticias.com.br/cultura/noticia/15542-monologo-039-a-alma-imoral-039-faz-curta-temporada-na-caixa-cultural-salvador.html

Tendo ido, ontem, ver esse monólogo na Caixa Cultural, fui motivada a fazer, com a ajuda imprescindível do amigo Arnaldo Menezes, a gravação do poema abaixo: 


AVISO À PRAÇA de Antônio Risério




A saída aponta por decidir-se ser humano no sentido mais elevado da palavra e seguir em movimento caminhando, enquanto os caminho se abrem! 

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

O BRASIIIIIIL CONHECE O BRAAAASIL?



http://www.youtube.com/watch?v=bkENNwwCqgM   Elis Regina cantava que O BRAZIL NÃO CONHECE O BRASIL. A pergunta que proponho é: O BRASIIIIIL CONHECE O BRAAAASIL?

O Sete morava com sua gente num velho rancho meio desmantelado, entre Navegantes e São João. No seu aspecto encolhido e raquítico, nas suas tábuas carcomidas e no seu ar úmido, apagado e encardido - o casebre parecia-se muito com as quatro pessoas que habitavam nele. O chão era de terra batida. Nas paredes, remendos de lata. O mobiliário, que sempre fora pouco e pobre, achava-se agora, desfalcado, porque muita coisa havia sido arrastada pelas águas, durante a última enchente. Naquelas duas peças de paredes enegrecidas de picumã, havia um permanente bodum - cheiro de suor muitas vezes dormido, de roupas sujas e molhadas, misturadas com ranço de comida e de sebo frio. Durante a noite - principalmente no inverno - os os moradores da casa pontilhavam as horas com suas tosses secas, num concerto com os sapos do banhado vizinho. Havia em todas aquelas caras uma expressão angulosa e sombria de fome crônica, duma fome que nunca se saciava por completo; e naqueles olhos morava um certo brilho quase opaco, que era a um tempo de febre, de desconfiança e de embrutecido espanto. 
(trecho do livro introdutório do capítulo de título Chá Amargo do romance O RESTO É SILÊNCIO de Érico Veríssimo)

Ontem, fui ofendida publicamente porque ousei informar a uma mulher negra, pobre e grávida que ela tinha direito a atendimento especial na fila do SAC - Serviço de Atendimento ao Cidadão. Um sujeito de tamanho enorme, que estava na sua frente, esparramado e se apoiando na coluna metálica da fila, persistiu indiferente ao pedido de licença da jovem para que lhe desse passagem. Depois dela ter repetido o pedido, ele praguejou dizendo que ela deveria contornar a sua figura e que não o tinha feito porque se tratava de uma preguiçosa! Espantada com a cena, eu me virei para um rapaz ao meu lado e desabafei: que falta de civilidade! Ele começou me respondendo e insistindo em que a moça era preguiçosa e terminou me chamando de vagaba, cadela e histérica conforme a minha voz e reação de indignação iam aumentado. Como a gerência do SAC  apenas se manifestasse para me fazer calar... terminei exigindo uma viatura, fui destratada pelo policial e ficamos, propositalmente, como de pronto declarou o atendente da delegacia, esperando por 4 horas para registar uma queixa contra esse senhor. Devo dizer que ele contou com o relato de um dos 3 policias em sua defesa e saiu antes de nós 5 da delegacia! Éramos eu, a moça grávida, sua irmã e seu vizinho - dos 3, apenas a sua irmã está trabalhando. Aquele era o seu dia de folga e elas tinham saído para, dentre outras coisas, ajudar o vizinho a regularizar o seu CPF. A quinta pessoa foi o meu marido que havia sido acionado por mim depois da atitude dos policiais. Gastei o dinheiro que tinha na bolsa com um lanche depois de passada a hora do almoço e, no final, descobri que eles tinham ido a pé para o SAC, haviam perdido o horário do banco e não tinham dinheiro em mãos para pagar as passagens de volta para casa. Além disso, a garota chamada de preguiçosa, fez questão de ir ao shopping para comprar o presente prometido para a sua filha, cujo nome estava tatuado em letras garrafais no seu braço esquerdo ADRIELLE. Como só pude dar o valor de uma passagem e eles tinham crédito no cartão para apenas mais uma, fiquei preocupada. Eles me tranquilizaram que tirariam dinheiro do cartão para garantir o retorno para casa. Por volta das 22h, no entanto, a tia das garotas me telefonou para agradecer e obter notícias porque até aquele momento elas não haviam chegado em casa. Eis a síntese da história entrando nos detalhes que mais importam: a visão de perto do machismo e abuso de poder dentro do mundo policial, dos flagrantes de roubo, de venda de drogas e de duas mães: uma  ajudando seu filho a prestar a queixa enquanto a outra pedia pela sorte do filho jovem delinquente que o abordara na porta da escola. Eu, me achando esperta, percebi que os 3 jovens estavam bem mais preparados para fazer as leituras sobre a forma como se portavam os policiais, oficiais e delegado. A título de exemplificação,  segue o link de imagens com uma mulher sendo agredida fisicamente por segurança do SAC:  https://www.youtube.com/watch?v=4YFMjz8QF2Q

Tenho me perguntado porque tudo isso aconteceu comigo. Em que ponto eu me permiti viver o ocorrido e mudar totalmente a uma rotina que incluiria receber a minha nova carteira de identidade, almoçar em casa, fazer terapia em um grupo de mulheres, ter atendimento individual, encontrar com amigas queridas para um chá no final da tarde, assistir a projeção das fotos do meu marido no projeto OLHOS DE RUA e apanhar um amigo de São Paulo que veio passar uns dias conosco?Qual o limite entre o exercício da própria cidadania e o sentimento de solidariedade e, do outro lado, a capacidade de nos defender frente às atrocidades diárias que vivemos? Qual seria o meio termo, a decisão mais sensata a tomar para que eu não fosse conivente com o desrespeito a uma mulher como eu, mas que não resultasse em ser também agredida e desmantelar um dia que parecia propício a muitas atividades agradáveis e fortalecedoras do meu eu? 

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

A CANTORA, AS CANÇÕES E SEUS AMORES.

     

      Nesse domingo, no nosso ensaio semanal, eu dei uma declaração bombástica: Olha, vocês aproveitem bem a minha presença, porque eu sinto lhes informar que a poesia é só um trampolim para eu virar cantora. Podem tirar a lasquinha de vocês, pois estou próxima a dar o salto!
       Foi uma euforia e gargalhada geral, logo superada por declarações semelhantes: uma ia ser comediante, tipo o Chico Anísio de saias, outra está se preparando para estrear como palhaça no circo do Capão e a terceira ainda em dúvida se seria uma diva, uma top model ou uma bailarina. Os homens do grupo só rindo e aplaudindo... 
      Há algum tempo tenho assumido o bordão da poesia ACEITAÇÃO de Cecília Meireles, na qual diz: NÃO TENHO INVEJA ÀS CIGARRAS, TAMBÉM VOU MORRER DE CANTAR! 
     Enquanto não coloco a minha cigarra interior para fora da forma mais exata, vou rememorando que, assim como as da maioria das pessoas, a minha história amorosa foi crivada de trilhas sonoras. Para cada novo amor, ao menos uma música a ele associada. Na incapacidade de enumerar todas elas, eu escolhi dez que são descritas e cujos links estão associados. Vejamos as top 10:

1. If de Bread: http://letras.mus.br/bread/5759/
Éramos várias colegas de escola e nos reuníamos para fazer versões das nossas músicas preferidas especialmente dedicadas aos amores do momento. O meu, devo dizer, que foi totalmente platônico,  já sobre os das outras meninas, nada posso afirmar...

2. Detalhes de Roberto Carlos: http://letras.mus.br/roberto-carlos/6971/
Mais uma música a embalar um amor platônico e à primeira vista, que começou em um veraneio na ilha de Itaparica e se manteve no plano das ideias por alguns anos;

3. I love to love com Tina Charles: http://www.youtube.com/watch?v=5e1Ti6-DKDk
  Essa marcou a noite em que aconteceu o meu primeiro beijo... era uma festa de 15 anos, eu carregava uma flor na mão e vestia lilás... impossível esquecer;

4.Neném do grupo Boca Livre:  http://letras.mus.br/boca-livre/83163/
A partir de um certo tempo, a exigência aumenta e o pretendente precisa ser o próprio músico. Nesse caso ele era um amigo de infância que tocava  piano ou violão;

5. Mel com Maria Bethânia: http://www.youtube.com/watch?v=rVXYME0GdDg
Nesse ponto da história, houve uma pausa para quem só admirava a música, mas não tinha talento musical. Significou um tropeço ou uma concessão?

6. Eu sei que vou te amar de Vinícius: http://letras.mus.br/vinicius-de-moraes/49269/#
Pôde ser alguém que tocava flauta e negava não só o próprio machismo como o de Vinícius de Moraes (este sim, o único machista que admirei, cujo centenário tem sido esquecido...);

7. O Amor Quando Acontece de João Bosco: http://letras.mus.br/joao-bosco/46532/   e
Desenho de Giz do mesmo álbum: http://letras.mus.br/joao-bosco/46514/
Aqui é quase um álbum inteiro e não apenas uma das músicas de João Bosco. Assim, eu acrescentei à lista duas que compõem o mesmo disco em vinil. Desenho de giz é a menos conhecida delas, embora o seu refrão tenha ficado mais forte na minha memória;

8. Amelinha: http://www.youtube.com/watch?v=7ALsajBUDBw
Nesse caso, só porque eu odiava a música, fui pirraçada não só ganhando o disco, como o apelido de Amelinha. Oh, raiva danada!

9. A penúltima música poderia ter sido de Francis Hime e Chico Buarque:
 http://www.youtube.com/watch?v=83mvyL2e6qw . No entanto, não houve um música especial, só uma noite de forró dançado meio fora do ritmo... Aliás, eu não devolvi o Neruda, porque não o temei, ele o deu pra mim.

10. Bossa do Bayard de Dulce Quental: http://letras.mus.br/dulce-quental/149122/
Essa eu passei a cantar para ele. Como Dulce Quental fez a música perfeita para descrevê-lo, eu jamais saberei explicar. É uma canção pouco conhecida, mas eu a tenho em vinil, em cd gravado do próprio bolachão e uns dois cds nos quais o disco délica foi relançado bem mais tarde. Por quê? Porque trata-se do definitivo amor... do que escolhi para ter ao meu lado, para gerar um casal de filhos, ver chegarem os cabelos brancos, segurar as barras dos momentos mais tristes e comemorar, com alegria renovada, cada uma das vezes em que eles vão embora!

ELE É CHEIO DE POESIA
CALÇAS SUJAS DE TINTA
PINTANDO FORA DA TELA
VIVENDO O PRÓPRIO POEMA

SEU SEXO É UM PINCEL
IMPRESSIONANDO MULHERES
COM TOQUES CLAROS E LEVES
COLORE LÁBIOS E PELES

NUMA GARRAFA DE WHISKY
IMAGINOU UM CAVALO
SOLTO, NO ESPAÇO
VEIO CAIR EM MEUS BRAÇOS

SEU ÚNICO E ÚLTIMO QUADRO
PINTOU COM A VIDA INTEIRA
LINHAS E TRILHAS VERMELHAS
ELE É O PRÓPRIO POEMA

ELE É O PRÓPRIO POEMA
ELE É O PRÓPRIO POEMA
ELE É O PRÓPRIO...